1. Jesus lembrava-lhes continuamente que o reino de Deus estava próximo. Este reino de Deus na terra – que nós denominamos Igreja – seria a preparação do homem para o reino eterno do céu. A velha religião judaica, estabelecida por Deus para preparar a vinda de Cristo, ia terminar. A velha lei do temor ia ser substituída pela nova lei do amor.
2. A graça que recebemos não é um adorno superficial, mas a própria vida de Cristo que se estabelece em nós. É por meio desta transformação interior que o reino de Deus começa a reinar de maneira viva na alma do justo, preparando-o para a posse definitiva na eternidade.
3. Pela virtude da fé, aceitamos a autoridade de Cristo como Mestre e Senhor. Assim, submetendo a nossa inteligência às suas verdades, permitimos que o reino de Deus governe os nossos pensamentos e guie cada uma de nossas decisões no mundo.
4. A caridade é a lei fundamental que rege o reino de Deus. Sem o amor ativo a Deus e ao próximo, qualquer esforço externo de cumprimento dos mandamentos seria incompleto, pois o reino celestial é a consumação perfeita desse amor que começou na terra.
5. A vida humana pertence exclusivamente ao Criador. Cada homem foi chamado à existência com um propósito que ultrapassa a matéria física, devendo ordenar as suas ações corporais e espirituais em conformidade com as leis do reino de Deus.
6. Os paramentos e os ritos litúrgicos cumprem a função de elevar a mente do fiel acima das preocupações cotidianas. Eles nos recordam de que a Missa não é um evento puramente humano, mas a manifestação visível da realeza e do reino de Deus operando no altar.
7. Ao recebermos a Sagrada Comunhão com as devidas disposições de alma, Cristo estabelece e robustece o seu reino de Deus dentro de nós, capacitando-nos a espalhar a santidade e a verdade em meio à sociedade.
(Excertos da obra 'A Fé Explicada', de Leo Trese)