sábado, 24 de outubro de 2026

LENDAS DA BEM AVENTURADA VIRGEM MARIA (IV)

 

A história das iniquidades do Parlamento de Paris encheria um grande volume. Apresentaremos um episódio que poderia ocupar uma página de tal obra. Em 6 de fevereiro de 1737, um ano depois de o governo das Duas Sicílias ter caído nas mãos dos Bourbons, e no mesmo ano em que o ducado da Toscana passou à Casa de Lorena, o Parlamento de Paris estava cheio de orgulho. Naquele dia, estava disposto a demonstrar, por algum ato arbitrário, seu grande poder e sua vontade soberana. Assim, suprimiu solenemente uma confraria. Que confraria era essa? A de Nossa Senhora do Livramento, que havia levado uma existência tranquila por mais de dois séculos na igreja de Saint-Étienne-des-Grès, em Paris. 'Pois bem' - disse um cidadão, que naquela noite ceava com um membro do Parlamento, dirigindo-se ao anfitrião - 'foi um ato estranho de vossa parte suprimir a boa confraria de Nossa Senhora! 'Contudo, está feito!' - foi a resposta. 

➖Mas com que fundamento? - perguntou o outro. Ela foi fundada em 1533 por bons cidadãos e cristãos, e confirmada pelas bulas de quatro Sumos Pontífices. Luís XIII, Ana da Áustria, Luís XIV, o Grande Condé e muitos outros príncipes consideraram uma honra ter seus nomes inscritos em seu registro. São Francisco de Sales e São Vicente de Paulo foram seus membros. E foi diante da imagem de Nossa Senhora do Livramento que o jovem Francisco, como sabeis, foi libertado das mais cruéis tentações. Ele prosseguia seus estudos em Paris e estava em seu décimo sexto ano de vida quando o espírito maligno lhe encheu a mente com o terrível pensamento de que pertencia ao número dos réprobos e de que jamais alcançaria o Céu. Tão terrivelmente o tentador o atormentava que ele não comia, não bebia nem repousava, e seu corpo emagrecia visivelmente. Seu preceptor, vendo-o piorar a cada dia e sentir aversão por qualquer ocupação, procurou em vão descobrir a causa de seu abatimento. O demônio que lhe sugeria essa ilusão era um daqueles chamados mudos, por causa do silêncio que impõe àqueles a quem aflige.

Francisco, embora privado daqueles doces sentimentos que o amor de Deus comunica à alma cristã, permaneceu fiel à graça e fez o possível para repelir os assaltos do maligno. Mas, quando recordava a paz e a felicidade de que desfrutara antes dessa provação, só conseguia chorar e entristecer-se. Permaneceu nessa agonia durante um mês. Depois desse tempo, sua fidelidade foi, sem dúvida, recompensada. Uma inspiração divina o conduziu à igreja de Saint-Étienne-des-Grès. Entrou e lançou-se aos pés da estátua de Nossa Senhora do Livramento e suplicou sua intercessão em seu favor: 'Alcançai-me, pela bondade de Deus, que, se eu tiver de ficar eternamente separado d’Ele, ao menos me seja permitido amá-lo aqui de todo o coração'.

Tal foi sua oração. Ele conhecia o poder do 'Lembrai-vos' e o recitou com fervor. Quando terminou, sentiu uma doce sensação apoderar-se dele e seus temores se dissiparam inteiramente. Transbordando de alegria, apressou-se em tornar pública a graça que recebera; e conservou sempre grande devoção a Nossa Senhora do Livramento e à confraria a ela vinculada, que acabais de abolir. Não deveria um testemunho como esse ter pesado em seu favor?'

➖ O decreto foi aprovado - disse o legislador.
➖ Mas considerai os aflitos, os enfermos e as mulheres em trabalho de parto, que têm grande devoção a Nossa Senhora do Livramento. Os viajantes, os prisioneiros e os atribulados de coração dirigem-lhe seus votos.
➖ Nossa lei não impede suas súplicas; apenas suprimimos a confraria.
➖Reconheço vossa consideração em não suprimir a própria Nossa Senhora - respondeu o cidadão com um sorriso malicioso. Mas a confraria era uma instituição admirável. Além do cuidado que dispensava aos enfermos e das esmolas que distribuía aos pobres, procurava, de modo especial, fazer jus ao seu título, obtendo a libertação dos prisioneiros. Todos os anos conseguia a liberdade de um grande número de pessoas presas por dívidas. A própria autoridade real havia reconhecido a utilidade de tão benemérita instituição. Confirmara sua estabilidade por meio de muitos editos reais em seu favor. Que há nela que possa provocar vosso desagrado? Suas únicas ocupações eram obras de piedade, reuniões de caridade, simples procissões e belas e edificantes cerimônias. Dizei-me: quais são vossas razões?
➖ Dar-vos-ei apenas uma, e será uma razão régia: 'Assim nos pareceu por bem'.
➖ Diante da qual, naturalmente, devo curvar-me em submissão - respondeu o bom cidadão.
E assim a confraria foi suprimida por um ato do Parlamento.

Mas a venerada imagem de Nossa Senhora do Livramento, a Rainha da confraria, permaneceu nas mãos do povo; e todos os aflitos acorriam ao seu santuário. Trata-se de uma antiga estátua de pedra negra, esculpida de maneira rudimentar e muito venerada desde o século XI. Há muitas tradições a ela associadas, mas, como se apoiam em testemunhos incertos, não as mencionaremos.

O que o Parlamento de 1737 não fizera, a Revolução de 1793 realizou: suprimiram o culto a Deus e à Santíssima Virgem e fecharam os seus templos. A igreja de Saint-Étienne-des-Grès, despojada de suas riquezas, foi vendida e demolida! Aqueles que levaram as cruzes, as imagens de prata e outras obras de latão e metal não se interessaram pela estátua de pedra de Nossa Senhora do Livramento, que não tinha valor material.

Uma piedosa senhora, a condessa de Carignan Saint-Maurice, devota serva de Nossa Senhora e muito confiante em sua proteção, encarregou uma pessoa, desconhecida naquele lugar, de comprá-la. Depois de pagar por ela, essa pessoa a levou à condessa, que a colocou num pequeno oratório de sua casa, julgando-se então em segurança. Seu nome, porém, já estava inscrito na lista dos proscritos. Foi presa e lançada no cárcere. Ali encontrou consolo na companhia da superiora, Madre Valois, e de muitas das Irmãs Hospitaleiras de São Tomás de Vilanova, que, juntamente com ela, se entregaram à compaixão de Nossa Senhora do Livramento.

Assim, essas boas mulheres rezavam e esperavam no asilo que a terna misericórdia dos revolucionários lhes proporcionara. E não esperaram em vão. Chegou o dia de sua libertação: era 4 de outubro de 1794. As Irmãs Hospitaleiras, receando não ter uma casa para onde ir, sentiam-se aflitas por se separar de sua companheira. Todos os conventos haviam sido suprimidos e seus bens confiscados; suas casas tinham sido transformadas em prisões, quartéis ou depósitos militares. Mas, por uma singular proteção da Providência, a casa das Hospitaleiras havia passado despercebida. As irmãs voltaram a ocupá-la, vestidas com trajes seculares; três meses depois, porém, foram denunciadas ao clube de seu distrito como religiosas disfarçadas. Decidiu-se imediatamente que os edifícios ocupados pela comunidade seriam vendidos e, por isso, foram cobertos de avisos de venda pública.

Ao saber disso, a senhora de Carignan fez o voto de doar sua fortuna e sua querida imagem às Irmãs Hospitaleiras, que novamente se colocou sob a proteção especial de Nossa Senhora do Livramento. Todas as irmãs se uniram a ela numa novena, e grande foi seu espanto ao ver, dez dias depois, que todos os cartazes haviam desaparecido; ninguém mais pensava na venda, e as irmãs permaneceram na posse tranquila de seu convento. O tempo passou e, por um privilégio quase único, as filhas de São Tomás de Vilanova atravessaram a Revolução nesse convento sem serem molestadas, como o foram todas as outras religiosas da cidade.

A santa imagem foi instalada na casa das Hospitaleiras em 1806 e Pio VII concedeu diversas indulgências a essa devoção. A bela capelinha na qual ela é agora venerada só foi concluída em 1830. Assim, rodeada de virgens fiéis, a imagem de Nossa Senhora do Livramento - que arrancou São Francisco de Sales das profundezas do desespero, que abriu as portas da prisão a tantos aflitos e que salvou a piedosa herança das boas Hospitaleiras - ainda protege Paris, que precisa ser libertada de tantas ciladas.

(Excertos da obra 'Légendes de la Sainte Vierge', por J. Collin de Plancy, 1853)

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

FRASES DE SENDARIUM (LXXXIV)

'Senhor, meu coração inquieto não descansará enquanto não repousar em Ti' 

(Santo Agostinho)

Guardai com profundo louvor ao Pai a dádiva imensa deste coração inquieto: que ele não se escravize sob o joio das paixões humanas, que não se embriague com os prazeres do mundo, mas que seja campo fértil onde floresçam os tesouros da graça, que as traças não corroem e que a ferrugem não desgasta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

INDEX DAS APARIÇÕES MARIANAS - II

Nossa Senhora de Laus — slide 01 de 17
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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

TESOURO DE EXEMPLOS II (161/165)

 

161. HEROÍSMO DE SANTA CRISTINA

Santa Cristina, menina de doze anos apenas, foi tentada e atormentada por Urbano, prefeito da cidade. Os seus tormentos foram: açoites, cavalete, unhas de ferro e brasas ardentes; amarrada a uma grande pedra, foi lançada numa fogueira, da qual um anjo a salvou; foi metida num forno ardente, onde ficou fechada durante cinco dias, mas o fogo não lhe fez mal algum. Finalmente, amarrada a uma estaca, recebeu inúmeras flechadas: foi, então, que a sua alma, como uma branca pomba, voou para o céu. Os mártires, mesmo em tenra idade, assistidos por Deus nos seus tormentos, preferiram a morte ao pecado, o céu à terra, a salvação à vida.

162. O SENHOR RENEGOU A DEUS!

Em 1862, a menina Dan, chinesa, embora açoitada até derramar sangue, não quis saber de renegar a sua fé cristã. Seu pai, que havia apostatado, e se achava ali perto, esforçou-se por persuadi-la a apostatar, também. A menina, verdadeira heroína, disse: 'O senhor renegou a Deus! Eu não o reconheço mais por meu pai! Saia daqui! Deus tenha compaixão do senhor!' Sempre flagelada, morreu no cárcere após indizíveis sofrimentos e dores. Permaneceu, porém, fiel a Deus e conquistou a palma do martírio.

163. PENSAR NA ALMA ANTES QUE NO CORPO

O general Luís Zanchi, o primeiro general que mereceu uma medalha de prata pelo valor militar e que tomou parte em 39 combates durante a primeira grande guerra, morrendo, vítima do dever, deixou este nobilíssimo testamento: 'Ordeno que, no meu enterro, não me ofereçam flores: pensem na minha alma, mais do que no meu corpo; faça-se, pois, um funeral modesto; mas, enquanto meu corpo estiver ainda em casa e durante o trajeto ao cemitério, sejam celebradas missas em meu sufrágio'.

Sirva este exemplo às famílias que tão pouco pensam nas almas de seus caros defuntos, e menos ainda na própria. Infelizmente muitos julgam ter cumprido seu último dever de piedade acompanhando seus falecidos com numerosas e ricas coroas de flores.

164. SOB AS RODAS

O escritor Wetzel conta o seguinte episódio por ele presenciado. Um domingo, em Rorschach, um camponês conduzia um pesado carro por um caminho pelo qual, naquela hora, grande multidão se dirigia à igreja. A certa altura um velho gritou ao condutor:
➖Pára, pára! Colocaste-o sob as rodas!
O condutor parou imediatamente, olhou e não vendo nada, perguntou:
➖Afinal, o que é que eu coloquei sob as rodas?
➖ O terceiro Mandamento de Deus! - respondeu o velho - e, cuidado que não fiques também debaixo das rodas!

Estas palavras foram como que proféticas. Num passeio, que o camponês fez pouco depois, os cavalos espantaram-se e ele caiu sob as rodas. Esmagado horrivelmente, foi levado para casa, vindo a falecer pouco depois. Antes de expirar, lembrando-se das palavras do velho e querendo reparar seu erro, chamou os filhos para junto do leito e exortou-os a não transgredirem jamais o descanso dominical e a santificação das festas.

165. CASOS QUE OBRIGAM A PENSAR

Um dos muitos casos que fazem pensar seriamente é o seguinte: Em Roma, a 7 de setembro de 1872, um engenheiro, inspecionando os trabalhos dos operários que construíam o edifício destinado ao Ministério de Indústria e Comércio, começou a dar ordens a serem executadas no dia seguinte. Observaram-lhe que o dia seguinte era festa de Nossa Senhora e que os trabalhadores iriam guardar aquele dia festivo. Ouvindo isso, o engenheiro gritou: 'Que Nossa Senhora que nada! Amanhã se deve trabalhar, e quem não quiser vir trabalhar desde já está despedido'.

Subiu, depois, a um andaime e repetia com maior furor a alguns operários as mesmas invectivas. Apenas acabara de falar, eis que, pisando em falso, precipita-se do andaime abaixo, sofrendo graves ferimentos, em consequência dos quais ali mesmo expirou.

(Excertos da obra 'Tesouro de Exemplos' - Volume II, do Pe. Francisco Alves, 1960; com adaptações)

terça-feira, 20 de outubro de 2026

ORAÇÃO À MÃE E RAINHA PELA PÁTRIA

Querida Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, diante da grandeza das aflições que oprimem nosso povo e nossa pátria, sentimos profundamente a nossa pequenez filial.

Confiando, porém, inabalavelmente em tua sabedoria, tua bondade e teu poder, colocamos em tuas mãos maternais o destino da nossa pátria.

O Brasil é consagrado ao teu imaculado coração. Por isso, neste tempo angustiante, mostra-te como o grande sinal no céu de nossa pátria e ergue aqui um monumento de teu amor e poder.

Revela tua magnificência como Rainha e Esmagadora da serpente infernal.

Recebe a coroa e o cetro.

Nós te proclamamos e coroamos solenemente como Rainha e Presidente de nosso povo e de nossa pátria. Amém.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt* é um movimento católico de espiritualidade mariana, fundado pelo padre José Kentenich em 18 de outubro de 1914, na Alemanha. O nome Schoenstatt vem do lugar onde surgiu, numa pequena capela. Chegou ao Brasil em 1935. Maria é venerada sob o título de 'Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt'.

* pronuncia-se 'chúnstat' em alemão, com ênfase na primeira sílaba; no Brasil, é comum o uso das pronúncias 'chénstat' ou 'chânstat', com ênfase na primeira sílaba.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

VERSUS: SANTOS DESEJOS

'A razão pela qual, nesta vida, a alma não pode ter essa paz é que seu desejo não fica saciado enquanto não chega à união com a essência divina. Enquanto é peregrina e viajante nesta vida, tem somente fome e desejo: desejo de seguir o caminho reto e fome de chegar ao seu termo e fim. Esse desejo a faz correr pelo caminho, pela estrada trilhada por Cristo crucificado, como foi dito acima; pois, se não tivesse amor ao seu fim, isto é, a Deus, não se preocuparia em conhecer o caminho.

Quero, portanto, que façais crescer o santo e verdadeiro desejo de seguir esse caminho, que vos faz chegar ao vosso destino. Sabei que ele não é obscuro, nem tenebroso, nem cheio de espinhos; pelo contrário, é luminoso, iluminado pela verdadeira luz. Jesus Cristo, que é a própria luz, abriu essa estrada com o seu Sangue. Não há nela espinhos: é perfumada, cheia de flores e de suaves frutos, de modo que, assim que a criatura começa a percorrer essa estrada e esse doce caminho, experimenta tamanha doçura que prefere a morte a abandoná-lo.

E, embora nesse caminho se vejam espinhos, que parecem ser os espinhos de muitas tribulações e ilusões do demônio, e o mundo se apresente diante de nós com sua soberba inflada, digo que a alma que se deleita nesse caminho não lhes dá importância. Faz como aquele que vai à roseira: colhe a rosa e deixa o espinho. Assim também ela deixa para trás as tribulações e angústias do mundo e colhe a rosa perfumada da verdadeira e santa paciência, colocando diante dos olhos do entendimento o Sangue do Cordeiro, que dá vida, posto à frente dessa estrada'.

'Aprendei com Cristo, a primeira e doce Verdade, que, pela fome e sede que tinha, pelo ardente desejo de nossa salvação, clamava no lenho da santíssima cruz, dizendo: 'Tenho sede!' Como se dissesse: 'Tenho mais sede e desejo de vossa salvação do que vos posso demonstrar por meio deste sofrimento finito'. Pois a dor da sede do santo desejo é infinita, enquanto o seu sofrimento é finito. Assim, Ele nos manifesta a sede que tem do gênero humano, embora também fosse corporalmente afligido pela sede.

Ó doce e bom Jesus, ao mesmo tempo manifestais a vossa sede e pedis que vos deem de beber! E quando é que pedis de beber à alma? Quando nos mostrais o vosso afeto e a vossa caridade, Senhor meu... por amor Ele deu o Sangue, e com esse mesmo amor nos pede de beber. Isto é: aquele que ama pede para ser amado e servido. É justo que aquele que ama seja amado. Então a alma dá de beber ao seu Criador quando lhe retribui amor por amor. Mas não pode retribuir-lhe por algum serviço que possa prestar diretamente a Ele, e sim por intermédio do próximo. Por isso, a alma se volta com tanta solicitude a servir o próximo naquele serviço que reconhece ser mais agradável a Deus; e nele se exercita'.

(Das Cartas de Santa Catarina de Sena)

BREVIÁRIO DIGITAL: A PEQUENA VIA (IV)

 

Neste mundo, não há fecundidade sem sofrimento - seja uma dor física, uma tristeza secreta ou provações por vezes conhecidas somente por Deus. Quando bons pensamentos e resoluções generosas brotam em nossas almas pela leitura das vidas dos santos, não devemos nos contentar, como no caso dos livros profanos, em prestar certo tributo de admiração ao talento de seus autores; devemos, antes, considerar o preço que, sem dúvida, pagaram pelo bem sobrenatural que produziram.

(Santa Teresa do Menino Jesus)