sexta-feira, 23 de outubro de 2026

FRASES DE SENDARIUM (LXXXIV)

'Senhor, meu coração inquieto não descansará enquanto não repousar em Ti' 

(Santo Agostinho)

Guardai com profundo louvor ao Pai a dádiva imensa deste coração inquieto: que ele não se escravize sob o joio das paixões humanas, que não se embriague com os prazeres do mundo, mas que seja campo fértil onde floresçam os tesouros da graça, que as traças não corroem e que a ferrugem não desgasta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

INDEX DAS APARIÇÕES MARIANAS - II

Nossa Senhora de Laus — slide 01 de 17
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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

TESOURO DE EXEMPLOS II (161/165)

 

161. HEROÍSMO DE SANTA CRISTINA

Santa Cristina, menina de doze anos apenas, foi tentada e atormentada por Urbano, prefeito da cidade. Os seus tormentos foram: açoites, cavalete, unhas de ferro e brasas ardentes; amarrada a uma grande pedra, foi lançada numa fogueira, da qual um anjo a salvou; foi metida num forno ardente, onde ficou fechada durante cinco dias, mas o fogo não lhe fez mal algum. Finalmente, amarrada a uma estaca, recebeu inúmeras flechadas: foi, então, que a sua alma, como uma branca pomba, voou para o céu. Os mártires, mesmo em tenra idade, assistidos por Deus nos seus tormentos, preferiram a morte ao pecado, o céu à terra, a salvação à vida.

162. O SENHOR RENEGOU A DEUS!

Em 1862, a menina Dan, chinesa, embora açoitada até derramar sangue, não quis saber de renegar a sua fé cristã. Seu pai, que havia apostatado, e se achava ali perto, esforçou-se por persuadi-la a apostatar, também. A menina, verdadeira heroína, disse: 'O senhor renegou a Deus! Eu não o reconheço mais por meu pai! Saia daqui! Deus tenha compaixão do senhor!' Sempre flagelada, morreu no cárcere após indizíveis sofrimentos e dores. Permaneceu, porém, fiel a Deus e conquistou a palma do martírio.

163. PENSAR NA ALMA ANTES QUE NO CORPO

O general Luís Zanchi, o primeiro general que mereceu uma medalha de prata pelo valor militar e que tomou parte em 39 combates durante a primeira grande guerra, morrendo, vítima do dever, deixou este nobilíssimo testamento: 'Ordeno que, no meu enterro, não me ofereçam flores: pensem na minha alma, mais do que no meu corpo; faça-se, pois, um funeral modesto; mas, enquanto meu corpo estiver ainda em casa e durante o trajeto ao cemitério, sejam celebradas missas em meu sufrágio'.

Sirva este exemplo às famílias que tão pouco pensam nas almas de seus caros defuntos, e menos ainda na própria. Infelizmente muitos julgam ter cumprido seu último dever de piedade acompanhando seus falecidos com numerosas e ricas coroas de flores.

164. SOB AS RODAS

O escritor Wetzel conta o seguinte episódio por ele presenciado. Um domingo, em Rorschach, um camponês conduzia um pesado carro por um caminho pelo qual, naquela hora, grande multidão se dirigia à igreja. A certa altura um velho gritou ao condutor:
➖Pára, pára! Colocaste-o sob as rodas!
O condutor parou imediatamente, olhou e não vendo nada, perguntou:
➖Afinal, o que é que eu coloquei sob as rodas?
➖ O terceiro Mandamento de Deus! - respondeu o velho - e, cuidado que não fiques também debaixo das rodas!

Estas palavras foram como que proféticas. Num passeio, que o camponês fez pouco depois, os cavalos espantaram-se e ele caiu sob as rodas. Esmagado horrivelmente, foi levado para casa, vindo a falecer pouco depois. Antes de expirar, lembrando-se das palavras do velho e querendo reparar seu erro, chamou os filhos para junto do leito e exortou-os a não transgredirem jamais o descanso dominical e a santificação das festas.

165. CASOS QUE OBRIGAM A PENSAR

Um dos muitos casos que fazem pensar seriamente é o seguinte: Em Roma, a 7 de setembro de 1872, um engenheiro, inspecionando os trabalhos dos operários que construíam o edifício destinado ao Ministério de Indústria e Comércio, começou a dar ordens a serem executadas no dia seguinte. Observaram-lhe que o dia seguinte era festa de Nossa Senhora e que os trabalhadores iriam guardar aquele dia festivo. Ouvindo isso, o engenheiro gritou: 'Que Nossa Senhora que nada! Amanhã se deve trabalhar, e quem não quiser vir trabalhar desde já está despedido'.

Subiu, depois, a um andaime e repetia com maior furor a alguns operários as mesmas invectivas. Apenas acabara de falar, eis que, pisando em falso, precipita-se do andaime abaixo, sofrendo graves ferimentos, em consequência dos quais ali mesmo expirou.

(Excertos da obra 'Tesouro de Exemplos' - Volume II, do Pe. Francisco Alves, 1960; com adaptações)

terça-feira, 20 de outubro de 2026

ORAÇÃO À MÃE E RAINHA PELA PÁTRIA

Querida Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, diante da grandeza das aflições que oprimem nosso povo e nossa pátria, sentimos profundamente a nossa pequenez filial.

Confiando, porém, inabalavelmente em tua sabedoria, tua bondade e teu poder, colocamos em tuas mãos maternais o destino da nossa pátria.

O Brasil é consagrado ao teu imaculado coração. Por isso, neste tempo angustiante, mostra-te como o grande sinal no céu de nossa pátria e ergue aqui um monumento de teu amor e poder.

Revela tua magnificência como Rainha e Esmagadora da serpente infernal.

Recebe a coroa e o cetro.

Nós te proclamamos e coroamos solenemente como Rainha e Presidente de nosso povo e de nossa pátria. Amém.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt* é um movimento católico de espiritualidade mariana, fundado pelo padre José Kentenich em 18 de outubro de 1914, na Alemanha. O nome Schoenstatt vem do lugar onde surgiu, numa pequena capela. Chegou ao Brasil em 1935. Maria é venerada sob o título de 'Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt'.

* pronuncia-se 'chúnstat' em alemão, com ênfase na primeira sílaba; no Brasil, é comum o uso das pronúncias 'chénstat' ou 'chânstat', com ênfase na primeira sílaba.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

VERSUS: SANTOS DESEJOS

'A razão pela qual, nesta vida, a alma não pode ter essa paz é que seu desejo não fica saciado enquanto não chega à união com a essência divina. Enquanto é peregrina e viajante nesta vida, tem somente fome e desejo: desejo de seguir o caminho reto e fome de chegar ao seu termo e fim. Esse desejo a faz correr pelo caminho, pela estrada trilhada por Cristo crucificado, como foi dito acima; pois, se não tivesse amor ao seu fim, isto é, a Deus, não se preocuparia em conhecer o caminho.

Quero, portanto, que façais crescer o santo e verdadeiro desejo de seguir esse caminho, que vos faz chegar ao vosso destino. Sabei que ele não é obscuro, nem tenebroso, nem cheio de espinhos; pelo contrário, é luminoso, iluminado pela verdadeira luz. Jesus Cristo, que é a própria luz, abriu essa estrada com o seu Sangue. Não há nela espinhos: é perfumada, cheia de flores e de suaves frutos, de modo que, assim que a criatura começa a percorrer essa estrada e esse doce caminho, experimenta tamanha doçura que prefere a morte a abandoná-lo.

E, embora nesse caminho se vejam espinhos, que parecem ser os espinhos de muitas tribulações e ilusões do demônio, e o mundo se apresente diante de nós com sua soberba inflada, digo que a alma que se deleita nesse caminho não lhes dá importância. Faz como aquele que vai à roseira: colhe a rosa e deixa o espinho. Assim também ela deixa para trás as tribulações e angústias do mundo e colhe a rosa perfumada da verdadeira e santa paciência, colocando diante dos olhos do entendimento o Sangue do Cordeiro, que dá vida, posto à frente dessa estrada'.

'Aprendei com Cristo, a primeira e doce Verdade, que, pela fome e sede que tinha, pelo ardente desejo de nossa salvação, clamava no lenho da santíssima cruz, dizendo: 'Tenho sede!' Como se dissesse: 'Tenho mais sede e desejo de vossa salvação do que vos posso demonstrar por meio deste sofrimento finito'. Pois a dor da sede do santo desejo é infinita, enquanto o seu sofrimento é finito. Assim, Ele nos manifesta a sede que tem do gênero humano, embora também fosse corporalmente afligido pela sede.

Ó doce e bom Jesus, ao mesmo tempo manifestais a vossa sede e pedis que vos deem de beber! E quando é que pedis de beber à alma? Quando nos mostrais o vosso afeto e a vossa caridade, Senhor meu... por amor Ele deu o Sangue, e com esse mesmo amor nos pede de beber. Isto é: aquele que ama pede para ser amado e servido. É justo que aquele que ama seja amado. Então a alma dá de beber ao seu Criador quando lhe retribui amor por amor. Mas não pode retribuir-lhe por algum serviço que possa prestar diretamente a Ele, e sim por intermédio do próximo. Por isso, a alma se volta com tanta solicitude a servir o próximo naquele serviço que reconhece ser mais agradável a Deus; e nele se exercita'.

(Das Cartas de Santa Catarina de Sena)

BREVIÁRIO DIGITAL: A PEQUENA VIA (IV)

 

Neste mundo, não há fecundidade sem sofrimento - seja uma dor física, uma tristeza secreta ou provações por vezes conhecidas somente por Deus. Quando bons pensamentos e resoluções generosas brotam em nossas almas pela leitura das vidas dos santos, não devemos nos contentar, como no caso dos livros profanos, em prestar certo tributo de admiração ao talento de seus autores; devemos, antes, considerar o preço que, sem dúvida, pagaram pelo bem sobrenatural que produziram.

(Santa Teresa do Menino Jesus)

domingo, 18 de outubro de 2026

EVANGELHO DO DOMINGO

      

'Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!' (Sl 95)

Primeira Leitura (Is 45,1.4-6) - Segunda Leitura (1Ts 1,1-5b) - Evangelho (Mt 22,15-21)

  18/10/2026 - VIGÉSIMO NONO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 'DAI A DEUS O QUE É DE DEUS'


Os fariseus encontravam-se plasmados em fúria; Jesus lhes dera a conhecer a dureza dos seus corações por meio de diversas parábolas. Tramavam a morte do Senhor, mas não a ousavam praticar de pronto temendo a perda de controle da situação e a insubmissão do povo. Era preciso criar subterfúgios, angariar apoio com encenações hipócritas, mentir e difamar, submeter Jesus a ciladas constrangedoras. Era preciso fazer a perfídia humana assumir a dimensão diabólica de um deicídio.

As velhas serpentes mandam alguns dos seus próprios discípulos e outros tantos coligados a Herodes para, com uma questão aparentemente proposta na forma de um dilema de consequências desastrosas, imporem a Jesus uma prova definitiva de condenação pública e explícita. Depois das adulações fraudulentas - 'Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus...' (Mt 22,16), questionam Jesus se seria lícito ou não pagar o tributo imposto pelo governo romano. Em caso de uma resposta afirmativa, seria um declarado manifesto de submissão ao domínio de Roma; em caso negativo, Jesus seria o potencial mentor de uma sublevação.

Percebendo a malícia diabólica daqueles homens, Jesus os revela publicamente como hipócritas e, tomando nas mãos uma moeda cunhada com a efígie do imperador romano e, em resposta à declaração pública de que a figura e a inscrição presentes na mesma referem-se a César, responde: 'Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus' (Mt 22,21). Em outros termos, Jesus declara à turba ensandecida dos fariseus: as obras humanas são necessárias, boas em si e devem ser feitas de acordo e ajustadas às circunstâncias e valores do mundo; as obras humanas inseridas na vida plena com Deus, entretanto, tornam-se instrumentos de graças e de salvação eterna.

Na moeda romana, convergem a figura de um homem e o valor de uma dada atividade humana. No espelho da alma, reflete-se em nós a própria imagem de Deus. Possuir e conviver com as coisas do mundo e delas se ocupar no cotidiano de nossas vidas, é vida que segue, é o suor do trabalho de nossa herança adâmica. Buscar as coisas do Alto, e projetar todas as nossas ações e pensamentos para a suprema glória divina, é o triunfo de nossa herança como filhos de Deus. No mundo ou passando pelo mundo, o livre arbítrio nos conduz a vivermos para César ou para Deus.