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sábado, 10 de outubro de 2026

LENDAS DA BEM AVENTURADA VIRGEM MARIA (II)

 

Maria! Quantas encantadoras lendas estão ligadas ao doce nome de Maria! Eis uma que geralmente é considerada uma narrativa piedosa ou parábola.

Nos primeiros tempos do cristianismo, um piedoso eremita, grande aos olhos de Deus, mas pouco conhecido dos homens - embora São Bernardo tenha pronunciado duas vezes um panegírico em sua honra e composto o ofício para a sua festa - vivia às margens do rio Aube, numa floresta da região de Champagne. Os antigos gauleses haviam adorado ali uma de suas sombrias divindades, que os romanos substituíram por Saturno. Por isso, o lugar era chamado Saturniacum quando o eremita, de nome Victor de Plancy, chegou e construiu uma capela e uma pequena ermida.

Numerosos acontecimentos milagrosos se seguiram a essa obra. Entre os mais surpreendentes estavam as conversões: almas entregues à perdição eram resgatadas para o céu; e corações antes enregelados pelo egoísmo e corrompidos por práticas viciosas inflamavam-se de caridade e produziam tais flores de virtude que até o mundo se via obrigado a admirá-las. São fenômenos que deixam a mente perplexa, mas que a fé explica facilmente.

O santo sentia que as horas que passava sozinho em sua cela eram as mais doces de sua vida. A única criatura viva perto dele era um pardal manso, que alimentava e estimava, considerando-o um símbolo da solidão. Devotado com ternura à Santíssima Virgem, o santo eremita a invocava incessantemente; e as únicas palavras que pronunciava em voz alta eram: Ave Maria! Acostumado a ouvir essas palavras, e somente elas, o pardal aprendeu a repeti-las. Grande foi a alegria do eremita quando, pela primeira vez, a ave pousou em seu ombro e lhe exclamou ao ouvido: Ave Maria!

A princípio, imaginando que algum espírito santo tivesse vindo em missão divina, o eremita caiu de joelhos, reverente. Mas a ave continuou a chilrear Ave Maria! Ave Maria! e ele logo percebeu de onde vinham aquelas doces palavras. O pássaro, que surgira como uma distração inocente, tornou-se um amigo - quase um irmão - uma criatura de Deus que rezava. Victor redobrou os cuidados com ele e, desde então, sua solidão tornou-se agradavelmente mais leve.

A modesta ave, a quem as pessoas deram o nome de 'Pequeno Monge', parecia compartilhar a alegria de seu dono. Ao amanhecer, seu primeiro canto era Ave Maria! Quando Victor lhe lançava migalhas, o passarinho cantava uma ação de graças feita de ave-marias; e, quando o eremita se ajoelhava para suas devoções, pousava em seu ombro e sussurrava suavemente: Ave Maria! Victor cultivava um pequeno jardim. Se, por um instante, perdesse de vista o objeto constante de seus pensamentos, o fiel pardal, pousado numa árvore, logo o faria recordar com seu Ave Maria!


Os cristãos da região, que procuravam o santo eremita em suas aflições e dúvidas, estimavam muito o passarinho. Quando ele os saudava com sua pequena oração, não podiam deixar de considerá-la uma graça milagrosa concedida ao eremita por Nossa Senhora. Quando estava livre, o pardal fazia voos curtos pelos campos. Se Victor, em suas caminhadas meditativas, se afastava da cela mais do que de costume, a ave logo o fazia lembrar-se dela, chilreando uma Ave Maria!

Certo dia de primavera, enquanto Victor jazia enfermo em sua esteira, abriu a pequena porta da cela, e seu amiguinho saiu voando, como de costume. Poucos minutos depois, ele viu, alarmado, um gavião perseguir seu querido pardal. A ave de rapina abriu o bico e estendeu as garras para agarrá-lo e devorá-lo. Já quase sentindo as garras afiadas do inimigo, o pequeno pássaro gritou: Ave Maria! Diante daquele prodígio, o gavião, assustado e aterrorizado, interrompeu a perseguição. O manso pardal teve tempo de voltar à cela; caiu sobre o peito de Victor, chilreou debilmente uma última Ave Maria e morreu.

(Excertos da obra 'Légendes de la Sainte Vierge', por J. Collin de Plancy, 1853)

sábado, 3 de outubro de 2026

LENDAS DA BEM AVENTURADA VIRGEM MARIA (I)


Em tempos antigos, vivia em um vilarejo em Hainaut, entre Valenciennes e Maubeuge ('onde' - diz a antiga crônica - 'Deus era servido com lealdade, e sua santa Mãe dignamente honrada'), uma moça simples do campo, cuja juventude e graça, candura e gentileza, atraíam a estima geral dos moradores do vilarejo. Ela cresceu pouco versada em assuntos mundanos, mas caminhando confiantemente diante de Deus em inocência e verdade, sem sonhar com o mal.

Sem o dom da memória, e ainda menos com o do conhecimento, a jovem do vilarejo conhecia apenas uma oração, que era - JESUS e MARIA! E mesmo quando seus lábios cessavam de se mover, o eco desses doces nomes flutuava em seu coração.*

* 'Esta curta oração, Jesus e Maria! é fácil de lembrar; ela preenche docemente a mente e é extremamente poderosa na hora da necessidade'  (Tomás de Kempis).

Acompanhai-me agora na lenda popular. O diabo - a quem nossos pais, por mais ignorantes que julguemos que tenham sido, percebiam estar agindo em vários momentos e em diferentes circunstâncias nas quais nós, com nosso orgulho intelectual, não permitimos que ele tenha qualquer papel, deixando de reconhecer o demônio que anda continuamente rugindo ao redor, procurando a quem devorar - o diabo, então, não podia contemplar, sem fúria, a constante e simples piedade desta pobre jovem, tão confiante, tão ingênua, tão simples e tão bela. Ele, portanto, buscou a sua ruína.

Ele atraiu muitos jovens apaixonados para cortejá-la. Com sua curta e simples, mas poderosa oração, ela os repelia sem sequer suspeitar de suas intenções. 'Esses camponeses são sujeitos enfadonhos e estúpidos' - disse o diabo, que, como muitos outros, julgava os talentos daqueles que empregava pelo sucesso de seus próprios planos.


Ele então despertou as paixões dos galanteadores na corte do Conde Guilherme VI. O mais nobre deles, tendo ouvido falar dos encantos da jovem aldeã, veio para a vizinhança ricamente vestido e ofereceu-lhe a homenagem dos seus elogios. A poderosa oraçãozinha triunfou sobre os cortesãos assim como havia feito sobre os rústicos camponeses. O coração humilde a sussurrava com uma firme esperança. Como lhe havia sido ensinado, ela acreditava piamente que Jesus era o seu Deus e Maria, a sua padroeira.

'Bem, isto é espantoso!' - disse o diabo: 'não me resta outra alternativa senão ir eu mesmo e ver o que posso fazer'. Ele sabia que a inocência é defendida pela proteção divina e que Deus guarda os corações simples. Ele estava enfurecido. Assumiu, então, a forma humana, diz a tradição, e apresentou-se diante da jovem. Ele possuía a aparência mais sedutora e os modos mais cativantes; e a conversa dele era tão animada que a jovem ficou encantada com ele; e ficou tão dominada pela confusão que ele lhe causava que se esqueceu de sua santa oração.

O demônio alegrou-se secretamente e redobrou os seus esforços até que, acreditando ter assegurado a sua presa, perguntou despretensiosamente à simples garota: 'Qual é o seu nome, bela jovem?' Por que o diabo fez essa pergunta? E o que teria motivado tal indagação? 'Maria!' - respondeu ela. Ao som deste nome, que é canal de graça e fonte de força, o demônio sobressaltou-se e desapareceu. Surpresa e alarmada com o sumiço repentino dele, a pobre jovem percebeu o perigo que havia corrido. Mas ela havia sido salva e nunca mais a sua curta e doce oração - JESUS e MARIA! - saiu da sua mente.

(Excertos da obra 'Légendes de la Sainte Vierge', por J. Collin de Plancy, 1853)

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

INDEX DAS APARIÇÕES MARIANAS - I

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sábado, 26 de setembro de 2026

ORAÇÃO PELA INTERCESSÃO DA VIRGEM MARIA

 

Virgem Mãe de Deus, Maria Santíssima, refúgio seguro dos pecadores! A vós, que sois, depois de Deus, nossa esperança e consolação neste lugar de exílio, recorro com sincera confiança, embora seja tão indigno de vossa proteção. Sei quanto preciso converter-me de todo o coração; mas, ao mesmo tempo, a gravidade dos meus pecados me enche de temor.

A vós, portanto, me dirijo: a vós, que intercedeis por nós junto de vosso amado Filho Jesus, assim como Ele intercede junto do Pai eterno. Depois de Jesus, é a vós que devo recorrer para alcançar minha mudança de vida. Dignai-vos, pois, ó Mãe de Misericórdia, obter-me a graça de uma conversão verdadeira e duradoura.

Desejo mudar inteiramente de vida, e nisso sou sincero. Mas meus maus hábitos, o mau uso que fiz de tantas inspirações salutares, a quantidade e a gravidade dos meus pecados e os laços com que o mundo me prende tornam difícil essa mudança e exigem vosso auxílio especial. Concedei-mo, apesar da minha indignidade. Em vós confio; não me rejeiteis.

Embora mereça o castigo eterno, lanço-me aos vossos pés, contrito e arrependido. Reconheço que meus pecados me tiraram a força que a graça concede, afastaram-me do número dos filhos adotivos de Deus, privaram-me do direito à felicidade eterna e atraíram sobre mim a ira do Céu. Dizei-me o que devo fazer para recuperar a amizade de vosso Filho Jesus. Pedi-lhe, por seu Preciosíssimo Sangue, por sua dolorosa Paixão e por sua cruel morte na Cruz, que perdoe minhas faltas, e Ele as perdoará. Manifestai-lhe vosso desejo de que eu seja salvo, e Ele me salvará.

Mas, como ainda posso cair em pecado e perder a vida da graça em meio aos perigos que me cercam, velai sempre por mim; assim vencerei os inimigos que sem cessar procuram minha ruína. Infundi em meu coração uma fé viva, uma esperança firme, uma caridade ardente e todas as virtudes próprias do meu estado de vida. Alcançai-me a constância no bem e a perseverança final.

Enfim, sede minha Mãe amorosa nesta vida e minha advogada na hora da morte, para que eu esteja entre aqueles a quem vosso divino Filho dirá: 'Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino preparado para vós'. Amém.

('Prayer', The Raccolta or Collection of Indulgenced Prayers and Good Works, 1910)

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

GALERIA DE ARTE SACRA (XLVII)

William Dyce
(1806–1864) foi um pintor escocês particularmente interessante para quem aprecia arte cristã tradicional, ocupando uma posição singular na pintura britânica do século XIX como um artista especializado sobretudo em temas religiosos e medievais. Dyce procurava conciliar correção acadêmica, beleza formal e sentimento religioso, evitando muitas vezes o sentimentalismo teatral que aparece em parte da pintura religiosa oitocentista. Essa dimensão religiosa não era apenas temática. Dyce tinha profundo interesse pela liturgia e pela música sacra. Em 1841 fundou a Motett Society, dedicada ao estudo, execução e republicação de música eclesiástica dos séculos XVI e XVII. 

Abaixo, apresenta-se a reprodução de algumas das suas obras mais clássicas, sendo apenas a última delas uma obra não sacra.

Davi no deserto*

Nossa Senhora e o Menino Jesus

Cristo, Homem das Dores*

Lamentação sobre o Cristo Morto

São João conduz Nossa Senhora após a Crucificação

O encontro de Jacó e Raquel

Baía de Pegwell, Kent** - uma recordação de 5 de outubro de 1858

* Davi, representado como um jovem pastor, e Jesus são retratados em paisagens inspiradas nas Terras Altas da Escócia, em vez de nos cenários próprios do contexto bíblico.
** A pintura mostra membros de sua família recolhendo conchas na praia, diante das falésias de Kent.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

'PENITÊNCIA, PENITÊNCIA, PENITÊNCIA!'

 'Convertei-vos, rezai, fazei penitência e voltai-vos para Deus!'


O corpo de Santa Bernadete permanece incorrupto, como se quisesse mostrar ao mundo incrédulo e apóstata dos nossos dias quem é a Senhora do Céu e como continua atual a sua mensagem dada em Lourdes em 1858, chamando os homens ao pleno cumprimento dos santos propósitos de:

  • arrepender-se dos pecados;
  • recorrer frequentemente aos sacramentos, sobretudo à Confissão e à Eucaristia;
  • rezar o Rosário;
  • fazer penitência e oferecer sacrifícios por amor a Deus e pela conversão dos pecadores;
  • confiar na misericórdia divina.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

ORAÇÃO À VIRGEM MARIA NAS TRIBULAÇÕES

 

Eu vos saúdo, Maria, cheia de graça, Virgem serena, singular esperança dos infelizes, terna Mãe dos órfãos, eu vos saúdo!

Ó Maria! Quando todas as portas do Céu se fecham para mim e me é recusado todo acesso junto a Deus, por causa de meus pecados;
Quando toda sabedoria e toda força se retiram de mim e não posso ajudar-me em nada;
Quando o tédio da vida presente e a angústia do coração me apertam tão fortemente que quase não posso fazer mais nada neste mundo;
Quando o sol da alegria transforma-se em noite de temor e tristeza;
Quando a consolação celeste é retirada e uma desolação imensa me ameaça;
Quando o vento da tentação se eleva e as ondas das paixões se levantam;
Quando também chega uma enfermidade imprevista, ou então quando uma adversidade se precipita; 

Quando todos estes males caem sobre mim, para onde fugirei? 
Para que lado me voltarei, senão para Vós, boa Consoladora dos pobres? 
Em que horizonte fixarei meus olhos para atingir o porto, senão sobre Vós, Estrela brilhante do mar, que resplandeceis sempre e que jamais escondeis a graça de vossa luz?

Ó Maria, Mãe doce e bem-amada! Sim, em Vós me refugio. Vós sois a radiosa Estrela do mar, Vós que consolais todos os que Vos olham e chamam por Vós, e os conduzis logo ao porto da tranquilidade! Eu me refugio, pois, junto a Vós!

Se Vós estiverdes a meu favor, minha gloriosa Senhora, quem será contra mim? E se Vós me concedeis vossa graça, quem me poderá arrebatá-la? 
Estendei, pois, vosso braço sobre minha cabeça, para que eu me refugie sob sua sombra. 
Dizei à minha alma: 'Eu sou tua advogada, nada temas; como uma mãe consola seu filho, assim eu te consolarei'.

(Oração mariana de autoria de Tomás de Kempis, publicada na obra 'Esprit des Saints Illustres', século XIX)

quarta-feira, 13 de maio de 2026

109 ANOS DE FÁTIMA

Fátima é o acontecimento sobrenatural mais extraordinário de Nossa Senhora e a mais profética das aparições modernas (que incluíram a visão do inferno, 'terceiro segredo', consagração aos Primeiros Cinco Sábados, orações ensinadas por Nossa Senhora às crianças, consagração da Rússia, milagre do sol e as aparições do Anjo de Portugal), constituindo a proclamação definitiva das mensagens prévias dadas pela Mãe de Deus em Lourdes e La Salette. Por Fátima, o mundo poderá chegar à plena restauração da fé e da vida em Deus, conformando o paraíso na terra. Por Fátima, a humanidade será redimida e salva, pelo triunfo do Coração Imaculado de Maria. Se os homens esquecerem as glórias de Maria em Fátima e os tesouros da graça, serão também esquecidos por Deus.

'por fim, o meu Imaculado Coração triunfará'


Ver Postagem Especial na Biblioteca Digital do Blog:

FÁTIMA EM 100 FATOS E FOTOS

sexta-feira, 27 de março de 2026

LADAINHA DAS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

A Ladainha das Sete Dores de Nossa Senhora, transcrita a seguir, foi composta pelo Papa Pio VII (1740-1823), enquanto encontrava-se em cativeiro durante as Guerras Napoleônicas. Comumente rezada ao final do Rosário das Sete Dores de Nossa Senhora.


Senhor, tende misericórdia de nós.
Cristo, tende misericórdia de nós.
Senhor, tende misericórdia de nós. 

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus, Pai do céu, tende misericórdia de nós.
Deus, Filho, Redentor do mundo, tende misericórdia de nós.
Deus, Espírito Santo, tende misericórdia de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende misericórdia de nós.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
Santa Virgem das virgens...
Mãe do Crucificado... 
Mãe das Dores...
Fonte de lágrimas...
Mar de amargura...
Vinha de tribulação...
Abismo de sofrimento...
Espelho de paciência...
Rochedo da constância...
Bálsamo na inquietude...
Consolo na aflição...
Arca dos desolados...
Refúgio dos abandonados...
Escudo dos oprimidos...
Berço dos incrédulos...
Socorro dos miseráveis...
Remédio dos doentes...
Amparo dos desfalecidos...
Fortaleza dos fracos...
Protetora dos combatentes...
Porto dos náufragos...
Bonança das tempestades...
Companhia dos aflitos...
Refúgio dos angustiados...
Terror dos dissimulados...
Coroa dos mártires...
Tesouro dos fiéis...
Luz dos confessores...
Pérola das virgens...
Amparo das viúvas...
Alegria de todos os santos...
Rainha dos seus devotos e servos...

V. Rogai por nós, Virgem Dolorosa,
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS

Ó Deus, cientes da profecia de Simeão, de que uma espada de dor traspassaria a dulcíssima alma da vossa Mãe, a gloriosa e Santíssima Virgem Maria, concedei-nos que, celebrando a memória das suas Sete Dores, possamos obter os frutos eficazes da vossa Paixão, Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

sexta-feira, 20 de março de 2026

ROSÁRIO DAS SETE DORES DE NOSSA SENHORA

Esta devoção às Sete Dores de Nossa Senhora tem origem no século XIII. Ela relembra as dores que a Virgem Mãe de Deus suportou ao compartilhar o sofrimento e a morte de seu Divino Filho. 


Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

ORAÇÕES INICIAIS

Meu Deus, eu vos ofereço este rosário para a vossa maior glória, desejando honrar a vossa Santa Mãe, a Santíssima Virgem, meditando sobre os seus sofrimentos e participando deles. Ó meu Senhor e Salvador, Jesus Cristo, confiando no vosso amor infinito, recorro a Vós em busca de perdão e misericórdia. Arrependo-me profundamente das dores que sofrestes na vossa amarga Paixão por causa dos meus pecados. Por amor a Vós e em vossa santa presença, renuncio e desprezo por completo todos os pecados da minha vida. Peço-vos perdão de todo o meu coração e me comprometo firmemente a emendar-me, preferindo morrer do que vos ofender novamente.

Ó Virgem Maria, nossa Mãe e o refúgio dos pecadores, invoco-vos agora com confiança e amor. Escondei-me sob o vosso manto de amor e proteção. Ao meditar sobre as espadas de dor que traspassaram o vosso Coração Imaculado, concedei-me o perdão dos meus pecados e a graça de praticar e viver uma vida de santidade. 

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Enviai o vosso Espírito e renovareis a face da terra.

1ª DOR - A PROFECIA DE SIMEÃO

Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35).

MEDITAÇÃO

Ó Mãe das Dores, quão profundamente o vosso coração foi transpassado pela dor quando Simeão anunciou que Jesus, o vosso Filho amado, seria um sinal a ser rejeitado! O vosso coração sabia que Ele seria o Messias sofredor que os profetas haviam predito, o homem de dores, que carregaria todos os nossos pecados e nos curaria por meio de suas chagas. Por essa amarga dor, concedei-nos a graça de nunca rejeitar Jesus nem recusar-lhe nada. Ajudai-nos a entregar completamente nossas vidas a Ele e a viver de acordo com a sua santíssima vontade em tudo.

1 Pai Nosso e 7 Ave Marias

JACULATÓRIA

Ó Mãe de misericórdia, ouvi as minhas orações e renovai sempre em meu coração a memória dos sofrimentos do vosso filho Jesus na sua Paixão e Morte de Cruz.
[outras similares ou orações finais dos mistérios do Terço Tradicional]

2ª DOR - A FUGA PARA O EGITO

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).

MEDITAÇÃO

Ó Mãe das Dores, que dor não preencheu o vosso coração ao fugir de casa e do vosso país, sabendo que o tirano Herodes estava decidido a assassinar o vosso pequeno filho,  fonte de todo o vosso amor! As dificuldades da viagem, a longa jornada e a vida como refugiada não foram nada comparadas ao tormento de tal malícia demoníaca dirigida a Jesus. Por essa amarga de dor, concedei-nos a graça de nunca colocarmos em risco a vida de Jesus em nossas almas por causa dos nossos pecados.

1 Pai Nosso e 7 Ave Marias

JACULATÓRIA

Ó Mãe de misericórdia, ouvi as minhas orações e renovai sempre em meu coração a memória dos sofrimentos do vosso filho Jesus na sua Paixão e Morte de Cruz.

3ª DOR - A PERDA DE JESUS NO TEMPLO

Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).

MEDITAÇÃO

Ó Mãe das Dores, que dor não preencheu o vosso coração quando procurava desesperadamente por Jesus, com vosso esposo José, sem conseguir encontrá-lo entre vossos parentes e amigos que voltavam para casa de Jerusalém! Mas quando o vosso Filho respondeu que devia ocupar-se dos assuntos do seu Pai, aceitastes que Ele havia iniciado a missão que o levaria à sua morte sacrificial. A dor daqueles três dias de separação preparou-vos para os três dias de sofrimento que iríeis suportar quando o corpo de Jesus jazia sem vida no túmulo. Por esta amarga dor, concedei-nos a graça de aceitar os desígnios da Divina Providência, mesmo quando não os soubermos compreender.

1 Pai Nosso e 7 Ave Marias

JACULATÓRIA

Ó Mãe de misericórdia, ouvi as minhas orações e renovai sempre em meu coração a memória dos sofrimentos do vosso filho Jesus na sua Paixão e Morte de Cruz.

4ª DOR - O ENCONTRO COM JESUS NO CALVÁRIO

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).

MEDITAÇÃO

Ó Mãe das Dores, como não deve ter sido ferido o vosso coração maternal ao ver o vosso amado Filho Jesus carregando a sua Cruz até o Calvário, o local final da sua execução! Como deve ter sido doloroso para vós vê-lo tão ensanguentado, espancado e injuriado, enquanto Ele fazia cumprir a sua missão até o fim: dar a sua vida em resgate de todos nós. Por esta amarga dor, concedei-nos a graça de nos negarmos a nós mesmos, tomarmos as nossas cruzes e seguirmos Jesus sempre com perseverança e amor.

1 Pai Nosso e 7 Ave Marias

JACULATÓRIA

Ó Mãe de misericórdia, ouvi as minhas orações e renovai sempre em meu coração a memória dos sofrimentos do vosso filho Jesus na sua Paixão e Morte de Cruz.

5ª DOR - AOS PÉS DE JESUS CRUCIFICADO

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).

MEDITAÇÃO

Ó Mãe das Dores, eis que profecia de Simeão atinge agora o seu pleno cumprimento: a espada da dor traspassa o vosso coração enquanto permaneceis aos pés da Cruz do vosso Filho! Unida e crucificada espiritualmente com o vosso Filho Crucificado, fizestes junto convosco a oferenda dele ao Pai. Nós não conseguimos compreender a dor da vossa oferta e nem a medida do amor que a inspirastes. Por esta amarga dor, concedei-nos a graça de unir todos os nossos sofrimentos aos do Nosso Senhor Crucificado, com generosidade e amor desinteressados. 

1 Pai Nosso e 7 Ave Marias

JACULATÓRIA

Ó Mãe de misericórdia, ouvi as minhas orações e renovai sempre em meu coração a memória dos sofrimentos do vosso filho Jesus na sua Paixão e Morte de Cruz.

6ª DOR - O CORPO DE JESUS É DESCIDO DA CRUZ

Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).

MEDITAÇÃO

Ó Mãe das Dores, o vosso coração afogou-se em dor ao abraçar o corpo sem vida do vosso Filho! Aquele que era a vossa própria vida estava agora morto. Quem era a vossa luz nesta vida estava agora sem vida. No entanto, aceitastes essa dor com amor, sabendo que tudo fazia parte do plano de salvação do Pai. Por esta amarga dor, concedei-nos a graça de aceitar com paciência e amor as dores que nos sobrevêm neste vale de lágrimas, crendo firmemente que Deus faz com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que o amam.

1 Pai Nosso e 7 Ave Marias

JACULATÓRIA

Ó Mãe de misericórdia, ouvi as minhas orações e renovai sempre em meu coração a memória dos sofrimentos do vosso filho Jesus na sua Paixão e Morte de Cruz.

7ª DOR - JESUS  É SEPULTADO

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).

MEDITAÇÃO

Ó Mãe das Dores, quem poderia expressar a cruel angústia deste momento? O mesmo Menino que outrora envolveste em fraldas em meio a uma alegria indescritível, agora envolves silenciosamente em
Seu sudário. Tuas lágrimas se misturam com o sangue e a terra que cobrem Seu corpo ferido. Mas mesmo neste momento tua confiança em Sua promessa não morreu. Teu luto não foi sem esperança, pois sabias que Ele ressuscitaria deste sepulcro, assim como prometeu. Por esta amarga dor, concedei-nos a graça de acreditar com esperança inabalável na vitória de nosso Senhor, mesmo nos momentos mais sombrios da vida.

1 Pai Nosso e 7 Ave Marias

JACULATÓRIA

Ó Mãe de misericórdia, ouvi as minhas orações e renovai sempre em meu coração a memória dos sofrimentos do vosso filho Jesus na sua Paixão e Morte de Cruz.

Rezar três Ave-Marias em honra das lágrimas de Nossa Mãe Dolorosa.

ORAÇÃO FINAL

Ó Maria, vós vos tornastes verdadeiramente a Rainha de todos os mártires, pois estas sete espadas amargas de dor prostraram o vosso Coração Imaculado! Pelos méritos da vossa angústia e lágrimas, concedei-nos, a todos nós pecadores, as graças da contrição perfeita e da conversão. Auxiliai-nos sempre, querida Mãe, a vos imitar, suportando as nossas cruzes e seguindo sempre Jesus com amor e generosidade sem medidas. Amém.

Mãe de Deus, que fostes concebida sem pecado e que sofrestes por nós, rogai por nós (Rezar 3x)

[Recomenda-se ainda encerrar esta devoção com a Ladainha das Setes Dores de Nossa Senhora]

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

POR QUE 1960?

Por que o Terceiro Segredo deveria ser revelado publicamente apenas em 1960?

Esta pergunta foi feita à Irmã Lúcia por diferentes pessoas e a sua resposta foi sempre a mesma: 'porque então o Segredo tornar-se-ia mais claro para todos'. Ou seja, antes desta data, os termos do Segredo não seriam suficientemente claros e plenamente compreendidos ou, de outra forma, a partir de 1960, pela intervenção especial de alguma circunstância, evento ou acontecimento característico, a interpretação do texto profético tenderia a se tornar de muito mais fácil percepção e projeção. Assim, uma das mais intrigantes questões relativas ao Terceiro Segredo de Fátima é exatamente esta: antes de 1960, a sua revelação seria pouco efetiva para o bem da Igreja e do mundo, porque lhe faltaria uma conexão singular com alguma coisa que só seria de conhecimento público generalizado em 1960.

Pelo caráter interativo e indissociável do Segredo de Fátima como uma única e completa revelação extraordinária dos Céus, interligada por três partes distintas, há muito já se podia inferir a natureza da terceira parte do Segredo num contexto de uma profunda crise de fé e de difusão de uma apostasia universal, capazes de comprometer gravemente os fundamentos da cristandade e da própria civilização cristã.

Mas existe uma comprovação muito mais efetiva neste sentido, oriunda das próprias revelações conhecidas e constante do texto da Quarta Memória escrita pela Irmã Lúcia. Com efeito, na sequência imediata dos textos relativos às revelações do Primeiro e Segundo Segredo, a Irmã Lúcia acrescentou uma única frase: 'Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc'. É de consenso geral que esta frase solta introduz a terceira parte do Segredo e que o termo etc engloba as palavras restantes que compõem o Terceiro Segredo. Ora a frase é uma promessa contundente de que a verdadeira fé seria conservada em Portugal e, neste contexto, é uma clara admoestação de que isto certamente não iria ocorrer em outros lugares e países que viveram o triunfo da cristandade no mundo (A Europa Católica? As Américas? Mais provavelmente, o mundo inteiro).

Assim, 1960 representa uma data referencial para esta crise de fé universal, tão crítica e tão tremenda que é capaz de abalar os fundamentos da Igreja; caso contrário, não implicaria os eventos de Fátima e tão decisiva intervenção da Providência Divina na história da humanidade. Nos termos propostos pela Virgem, a mensagem profética deveria ser objeto de revelação pública em 1960 e não a partir de 1960. Tal fato pressupõe que o seu conhecimento nesta data era de fundamental importância para o bem da Igreja e do mundo no sentido de uma plena compreensão (e consequente tomada de posição) contra fatos, circunstâncias ou eventos que tenderiam a ser particularmente graves e deletérios para a Santa Igreja e para toda a humanidade.

Que fato, circunstância ou evento, ocorrido logo após 1960, mas que já seria de conhecimento prévio nesta data, atuou ou contribuiu de forma decisiva para fomentar a perda da fé cristã, uma apostasia universal e uma crise sem precedentes da Igreja? A resposta parece bastante óbvia em recair sobre o Concílio Vaticano II, concílio ecumênico convocado pelo Papa João XXIII em 25 de dezembro de 1961, inaugurado em 11 de outubro de 1962 e concluído pelo seu sucessor, o Papa Paulo VI, em 8 de dezembro de 1965. O concílio que introduziu a Missa Nova na Igreja. No discurso na abertura solene do CV II, ao fazer alusão sobre a origem de sua proposição, assim se expressou o Papa João XXIII:

'No que diz respeito à iniciativa do grande acontecimento que agora se realiza, baste, a simples título de documentação histórica, reafirmar o nosso testemunho humilde e pessoal do primeiro e imprevisto florescer no nosso coração e nos nossos lábios da simples palavra 'Concílio Ecumênico'. Palavra pronunciada diante do Sacro Colégio dos Cardeais naquele faustíssimo dia 25 de janeiro de 1959, festa da Conversão de São Paulo, na sua Basílica. Foi algo de inesperado: uma irradiação de luz sobrenatural, uma grande suavidade nos olhos e no coração. E, ao mesmo tempo, um fervor, um grande fervor que se despertou, de repente, em todo o mundo, na expectativa da celebração do Concílio'.

(Missa de Abertura do Concílio Vaticano II rezada pelo Papa João XXIII)

O Papa João XXIII proclamava neste evento que tivera uma singular inspiração especial para anunciar subitamente um novo concílio ecumênico em 25 de janeiro de 1959, diante do Sacro Colégio de Cardeais, a mais alta hierarquia da Igreja. Uma proposta que demandou a partir de então mais de 1000 dias ou quase três longos anos de preparação antes da sua convocação formal (ou 3 anos e 8 meses até a sua solene inauguração). Um período que teve 1960 no meio do tempo, mas que não teve a mensagem de Fátima no meio do caminho. Um pequeno detalhe complementar: foi exatamente em um dia 25 de janeiro (25/01/1938) que uma luz desconhecida iluminou os céus da Europa, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, tal como predita por Nossa Senhora de Fátima como um sinal de que Deus iria punir o mundo com os eventos que haviam sido revelados na segunda parte do segredo, uma vez que os homens continuavam obstinados no pecado. Seria tal fato uma mera coincidência dos Céus?

(FÁTIMA EM 100 FATOS E FOTOS, Questão 92, obra do autor do blog)

sábado, 20 de dezembro de 2025

ORAÇÃO: QUID CORDE MATRIS VIRGINIS

Quid Corde Matris Virginis é o verso inicial de um hino latino escrito por São João Eudes, incluído nos diversos ofícios litúrgicos dedicados por ele aos Sagrados Corações de Jesus e Maria. São João Eudes publicou uma extensa bibliografia sobre a união inseparável dos Corações de Jesus e Maria em suas Obras Completas, destacando-se aqui a obra chamada 'O Admirável Coração de Maria', que inclui o presente hino litúrgico.

Quid Corde Matris Virginis
Cani Potest sacratius?
Cordi supremi Numinis
Quid Corde tanto gratius?

Amoris est miraculum,
Triumphus almi Spiritus,
Dignum Dei spectaculum,
Iucunda spes mortalibus.

Levamen est lugentibus, 
Zelator ardens mentium,
Cunctis datum fidelibus,
Cor, vita, lux, oraculum.

O qualis heac benignitas!
Nostrum sibi cor abstulit 
Matris Patrisque caritas,
Suumque nobis contulit. 

Vos sacra proles pectoris 
Sic vos amantum, noscite 
Tantae decus propaginis, 
Et corda cordi tradite. 

Res mira! Mortis spurios
Dant Cordis esse filios: 
Tantos favores pendite, 
Vices amoris reddite. 

Cordis Patris mirabilem 
In corde vitam pingite, 
Cordisque Matris nobilem 
In mente formam sculpite. 

O Cor, Dei triclinium, 
o exili solatium, 
Immensa sunt magnalia
Immensa sunt praeconia

O sacrosancta Trinitas, 
Aeterna vita cordium, 
Cordis Mariae sanctitas, 
In corde regnes omnium. 

Jesu, tibi sit gloria
Qui in Virginis Corde regnas, 
cum Patri et Almo Spiritu, 
In sempiterna saecula. Amen.


O que pode existir mais santo
do que o Coração da Virgem Mãe,
mais digno de nosso louvor
e mais agradável ao Coração do Altíssimo?

É o milagre do amor,
o triunfo do Espírito Santo,
a visão agradável a Deus,
a alegre esperança do homem mortal.

O conforto dos aflitos,
o zelo ardente das almas,
dado a todos os fieis cristãos,
como coração e vida, luz e oráculo.

Ó que bênção sem fim é esta!
O amor de Maria, Virgem Mãe,
remove o nosso coração mortal
e nos dá em troca o seu coração.

Ó todos vós, sagrados filhos deste Coração,
reconhecei-vos, assim tão amados,
e na graça de tão desditosa herança
entregai os vossos corações a este Coração.

Coisa admirável! Os filhos da morte
tornam-se os filhos deste Coração
que, acolhidos por tantos favores,
possam retribuir a medida deste amor.

A vida admirável do Coração do Pai
tomai toda em vossos corações
e gravai em suas mentes
a imagem viva do Coração da Mãe.

Ó Coração, repouso de Deus
ó consolo do nosso exílio,
imensas são as vossas maravilhas,  
imenso deve ser o nosso louvor!

Ó três vezes Trindade santa,
vida Eterna dos corações,
concedei que a santidade do Coração de Maria
reine para sempre em todos os corações. 

A Vós, ó Jesus, toda a glória, 
Vós que reinais no Coração da Virgem Maria,
com o Pai e o Espírito Santo, 
agora e por toda a eternidade. Amém.

(Excertos de Ouevres Complètes, São João Eudes, tradução do autor do blog)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025