LOUVOR DIANTE DA CRUZ
Nesta tarde, Cristo do Calvário,
vim implorar-te por minha alma aflita
e, refém de ver a minha sorte, só agora
meu olhar se volta para a cruz bendita.
Como reclamar dos meus pés cansados
Quando os teus são chagas retorcidas?
Como mostrar-te as minhas mãos vazias
Quando as tuas estão cheias de feridas?
Como explicar-te agora a minha solidão
Quando estás erguido e sozinho nesta cruz?
Como explicar-te quem andou nas trevas
de um coração que tinha tanta luz?
Agora já não me lembro de mais nada,
perdeu-se o lamento e toda mágoa ruim,
E o ímpeto da súplica que aflorava
Afogou-se por inteiro dentro de mim.
Peço então só não te pedir mais nada,
ficar aqui junto à tua imagem morta,
Aprendendo com a dor que a dor apenas
É a chave santa da tua santa porta!
(Original em espanhol, autor desconhecido, livre tradução do autor do blog)
