Hino litúrgico do século VI, comumente atribuído a Santo Ambrósio (340 - 397) ou, mais provavelmente, à tradição ambrosiana. Trata-se de uma oração de súplica matinal clamando por proteção e as bênçãos e graças de Deus sobre as ações e atividades que serão praticadas no novo dia que se inicia. Atualmente, integra a Liturgia das Horas, sendo cantado nas Laudes das quintas-feiras.
Iam lucis orto sidere,
Deum precemur supplices,
Ut in diurnis actibus
Nos servet a nocentibus.
Linguam refrenans temperet,
Ne litis horror insonet;
Visum fovendo contegat,
Ne vanitates hauriat.
Sint pura cordis intima,
Absistat et vecordia;
Carnis terat superbiam
Potus cibique parcitas.
Ut cum dies abscesserit,
Noctemque sors reduxerit,
Mundi per abstinentiam
Ipsi canamus gloriam.
Deo Patri sit gloria,
Eiúsque soli Fílio,
Cum Spíritu Paráclito,
Nunc et per omne sæculum. Amen.
Agora que surge no céu a luz do dia,
suplicantes pedimos a Deus,
que em nossas obras neste dia
nos preserve de todo mal.
Reprima a nossa língua com moderação,
evitando o eco da discórdia;
os olhos nos guarde e nos proteja,
para que não se inclinem às vaidades.
Que seja puro o coração,
ausente de toda insensatez;
que a carne orgulhosa seja domada
com jejum e sobriedade.
Para que, ao fim deste dia,
quando um novo anoitecer recomeçar,
livres das amarras deste mundo,
possamos cantar a sua glória.
Glória seja dada ao Deus Pai,
e ao seu Filho unigênito,
com o Espírito Paráclito,
agora e pelos séculos. Amém.