terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ATÉ QUANDO?

 

Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no Templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus (2Ts 2,3-4).

Faça atos diários de desagravo e reparação a Deus nestes tempos tremendos da história humana! Oração, oração, oração!

(texto na página principal do blog)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (VII)

    

VII. Exame de consciência de pecados mortais

Este exame de consciência [apresentado nas postagens a seguir] pode ajudá-lo a se preparar para a confissão. No entanto, não se destina apenas a ser uma lista de verificação a ser usada antes da confissão. O objetivo deste exame é ajudar as almas a saber quais ações ou atitudes são pecaminosas e a gravidade do pecado em particular. A esperança é que esse conhecimento sirva para impedir as pessoas de cometer esses pecados.

Três coisas são necessárias para que um pecado seja mortal: (i) matéria grave (conforme indicado no exame a seguir); (ii) conhecimento ou crença firme de que o ato é gravemente errado antes de cometê-lo; (iii) consentimento total da vontade.

Todas essas três condições devem estar presentes simultaneamente para que um pecado seja mortal. Isso significa que se você não sabia que o ato era gravemente errado, então você não é culpado de ter cometido um pecado mortal. Se você não quis cometer o ato, por exemplo, mas foi forçado ou o mesmo ocorreu por meio de um sonho, você não é culpado de ter cometido um pecado mortal.

Todos os pecados mortais cometidos desde sua última confissão devem ser confessados por tipo e número, ou seja, o nome do pecado e quantas vezes ele foi cometido. Se houver um pecado mortal do passado que foi esquecido e não foi confessado, ele deve ser exposto numa próxima confissão. Não é necessário confessar pecados veniais, mas esta é uma prática boa e piedosa.

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

ANO JUBILAR FRANCISCANO 2026 - 2027


No dia 10 de janeiro de 2026, uma celebração solene foi realizada na Basílica de Santa Maria dos Anjos em Assis (Itália), para marcar o início do Ano Jubilar Franciscano - uma comemoração especial dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis (1226 - 2026). O Ano Jubilar deverá se estender até 10 de janeiro de 2027 e, durante esse período, os fiéis poderão obter indulgência plenária sob as condições habituais da Igreja - confissão sacramental, comunhão e oração pelas intenções do Papa - ao participarem das celebrações e peregrinações relacionadas ao Jubileu.

Condições para receber a Indulgência (para si próprio ou em sufrágio das almas do Purgatório)
  • Confissão sacramental para estar na graça de Deus (nos oito dias anteriores ou posteriores);
  • Participação na Missa e Comunhão Eucarística;
  • Visita em peregrinação a qualquer igreja conventual franciscana ou local de culto dedicado a São Francisco em qualquer lugar do mundo, onde se deve renovar a profissão de fé mediante a recitação do Credo, como ato de ratificação da nossa identidade cristã;
  • Recitação do Pai Nosso, como ato de ratificação da nossa dignidade de filhos de Deus, recebida no Batismo;
  • Uma oração na intenção do papa, segundo as intenções do Papa, como ato de ratificação da nossa participação da Igreja, cujo fundamento e centro visível de unidade é o Romano Pontífice.
Na observância deste privilégio, o decreto recomenda a participação devota dos fieis nos citados ritos jubilares ou que manifestem piedosas meditações, por adequado período de tempo, centradas na busca sincera de sentimentos de caridade cristã para com o próximo, a exemplo de São Francisco de Assis. Pessoas idosas ou enfermas, com impedimento da presença física numa igreja dedicada ao santo, podem também usufruir os privilégios da Indulgência Plenária, desde que se unam espiritualmente às celebrações jubilares do Ano de São Francisco, atendidas as citadas condições complementares.

domingo, 18 de janeiro de 2026

EVANGELHO DO DOMINGO

 

'Eu disse: Eis que venho, com prazer faço a vossa vontade!(Sl 39)

Primeira Leitura (Is 49,3.5-6) - Segunda Leitura (1Cor 1,1-3) -  Evangelho (Jo 1,29-34)

  18/01/2026 - SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM

JESUS CRISTO É O CORDEIRO DE DEUS 

Neste segundo domingo do tempo comum, a mensagem profética que ressoa pelos tempos vem da boca de João Batista: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo' (Jo 1,29). E complementa: 'Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim' (Jo 1,30). Eis o primado de João, o Precursor do Messias: Jesus veio ao mundo para resgatar e levar à salvação toda a humanidade e fazer novas todas as coisas.

Diante de Jesus, que viera pela segunda vez até ele às margens do Jordão, assim como foi Maria que visitou a sua prima Santa Isabel, João Batista reconhece no Senhor a glória e a eternidade de Deus 'porque existia antes de mim' (Jo 1,30). Nas margens do Jordão, uma vez mais, no mistério da Encarnação, os desígnios de Deus são revelados aos homens por meio de João Batista.

Em seguida, reafirma a manifestação da Santíssima Trindade na pomba que desceu do céu, símbolo exposto em dimensão humana para o mistério insondável do Filho na intimidade com o Pai: 'Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele' (Jo 1,32). O maior profeta de Deus, enviado para batizar com água, declara de forma clara e incisiva, Jesus como Filho de Deus Vivo: 'Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!' (Jo 1,34).

Eis aí a figura singular do Batista, de quem o próprio Cristo revelou: 'Na verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não veio ao mundo outro maior que João Batista' (Mt 11,11). A grandeza do Precursor é enfatizada por Jesus naquele que recebeu privilégios tão extraordinários para ser o profeta da revelação de tão grandes mistérios de Deus à toda a humanidade: Jesus Cristo é o Unigênito do Pai, o Filho de Deus Vivo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

sábado, 17 de janeiro de 2026

PALAVRAS DA SALVAÇÃO


Não há medida para a beleza do homem que é humilde. Não há paixão, seja ela qual for, capaz de se aproximar do homem que é humilde, e não há medida para sua beleza. O homem humilde é um sacrifício de Deus ['Sacrifício agradável a Deus é o espírito contrito' (Sl 51,17)]. O coração de Deus e de seus anjos repousam naquele que é humilde. Mais ainda, quando os anjos glorificam um homem, há diversas razões para ele ter alcançado todas as virtudes; para aquele que se revestiu de humildade, não será necessária nenhuma outra razão além de ter-se tornado tão somente humilde.

(Santo Efrém, doutor da Igreja)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (VI)

   

VI. Orações Preliminares

Oração de Petição

Ó meu Deus, eu busco a vossa misericórdia. Não vos irriteis comigo por causa dos meus pecados, das minhas transgressões da virtude, das minhas faltas. Sei que faltei em relação às vossas graças; aceitai o meu pesar por essas ofensas. Renovai a minha resposta a Vós, meu vínculo convosco. Permitai que eu seja purificado pelas penitências da minha vida. Dai-me forças para ser firme em minha resolução de não mais vos ofender. Dai-me a certeza da vossa graça em minha vida para que eu possa responder à vossa vontade e bondade. Que o manto da vossa justiça possa me proteger e me dar perseverar por toda a minha vida. Amém.

Oração pela Luz

Ó meu Deus, Juiz Soberano, que não deseja a morte do pecador, mas que ele se converta e seja salvo! Iluminai a minha mente para que eu possa conhecer os pecados que cometi em pensamento, palavra ou ação, e concedei-me a graça de uma verdadeira contrição.

Oração antes da confissão

Vem, Espírito Santo, ilumina minha mente para que eu possa ver claramente todos os meus pecados. Não me deixes ser enganado pelo amor próprio, mas mostra-me o verdadeiro estado da minha consciência. Move minha vontade para o sincero arrependimento e ajuda-me a fazer uma boa confissão. Santa Mãe de Deus, intercede por mim para que eu possa obter o perdão dos meus pecados. Santo Anjo da Guarda, reza por mim para que eu possa corrigir os meus caminhos.

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

POR QUE 1960?

Por que o Terceiro Segredo deveria ser revelado publicamente apenas em 1960?

Esta pergunta foi feita à Irmã Lúcia por diferentes pessoas e a sua resposta foi sempre a mesma: 'porque então o Segredo tornar-se-ia mais claro para todos'. Ou seja, antes desta data, os termos do Segredo não seriam suficientemente claros e plenamente compreendidos ou, de outra forma, a partir de 1960, pela intervenção especial de alguma circunstância, evento ou acontecimento característico, a interpretação do texto profético tenderia a se tornar de muito mais fácil percepção e projeção. Assim, uma das mais intrigantes questões relativas ao Terceiro Segredo de Fátima é exatamente esta: antes de 1960, a sua revelação seria pouco efetiva para o bem da Igreja e do mundo, porque lhe faltaria uma conexão singular com alguma coisa que só seria de conhecimento público generalizado em 1960.

Pelo caráter interativo e indissociável do Segredo de Fátima como uma única e completa revelação extraordinária dos Céus, interligada por três partes distintas, há muito já se podia inferir a natureza da terceira parte do Segredo num contexto de uma profunda crise de fé e de difusão de uma apostasia universal, capazes de comprometer gravemente os fundamentos da cristandade e da própria civilização cristã.

Mas existe uma comprovação muito mais efetiva neste sentido, oriunda das próprias revelações conhecidas e constante do texto da Quarta Memória escrita pela Irmã Lúcia. Com efeito, na sequência imediata dos textos relativos às revelações do Primeiro e Segundo Segredo, a Irmã Lúcia acrescentou uma única frase: 'Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc'. É de consenso geral que esta frase solta introduz a terceira parte do Segredo e que o termo etc engloba as palavras restantes que compõem o Terceiro Segredo. Ora a frase é uma promessa contundente de que a verdadeira fé seria conservada em Portugal e, neste contexto, é uma clara admoestação de que isto certamente não iria ocorrer em outros lugares e países que viveram o triunfo da cristandade no mundo (A Europa Católica? As Américas? Mais provavelmente, o mundo inteiro).

Assim, 1960 representa uma data referencial para esta crise de fé universal, tão crítica e tão tremenda que é capaz de abalar os fundamentos da Igreja; caso contrário, não implicaria os eventos de Fátima e tão decisiva intervenção da Providência Divina na história da humanidade. Nos termos propostos pela Virgem, a mensagem profética deveria ser objeto de revelação pública em 1960 e não a partir de 1960. Tal fato pressupõe que o seu conhecimento nesta data era de fundamental importância para o bem da Igreja e do mundo no sentido de uma plena compreensão (e consequente tomada de posição) contra fatos, circunstâncias ou eventos que tenderiam a ser particularmente graves e deletérios para a Santa Igreja e para toda a humanidade.

Que fato, circunstância ou evento, ocorrido logo após 1960, mas que já seria de conhecimento prévio nesta data, atuou ou contribuiu de forma decisiva para fomentar a perda da fé cristã, uma apostasia universal e uma crise sem precedentes da Igreja? A resposta parece bastante óbvia em recair sobre o Concílio Vaticano II, concílio ecumênico convocado pelo Papa João XXIII em 25 de dezembro de 1961, inaugurado em 11 de outubro de 1962 e concluído pelo seu sucessor, o Papa Paulo VI, em 8 de dezembro de 1965. O concílio que introduziu a Missa Nova na Igreja. No discurso na abertura solene do CV II, ao fazer alusão sobre a origem de sua proposição, assim se expressou o Papa João XXIII:

'No que diz respeito à iniciativa do grande acontecimento que agora se realiza, baste, a simples título de documentação histórica, reafirmar o nosso testemunho humilde e pessoal do primeiro e imprevisto florescer no nosso coração e nos nossos lábios da simples palavra 'Concílio Ecumênico'. Palavra pronunciada diante do Sacro Colégio dos Cardeais naquele faustíssimo dia 25 de janeiro de 1959, festa da Conversão de São Paulo, na sua Basílica. Foi algo de inesperado: uma irradiação de luz sobrenatural, uma grande suavidade nos olhos e no coração. E, ao mesmo tempo, um fervor, um grande fervor que se despertou, de repente, em todo o mundo, na expectativa da celebração do Concílio'.

(Missa de Abertura do Concílio Vaticano II rezada pelo Papa João XXIII)

O Papa João XXIII proclamava neste evento que tivera uma singular inspiração especial para anunciar subitamente um novo concílio ecumênico em 25 de janeiro de 1959, diante do Sacro Colégio de Cardeais, a mais alta hierarquia da Igreja. Uma proposta que demandou a partir de então mais de 1000 dias ou quase três longos anos de preparação antes da sua convocação formal (ou 3 anos e 8 meses até a sua solene inauguração). Um período que teve 1960 no meio do tempo, mas que não teve a mensagem de Fátima no meio do caminho. Um pequeno detalhe complementar: foi exatamente em um dia 25 de janeiro (25/01/1938) que uma luz desconhecida iluminou os céus da Europa, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, tal como predita por Nossa Senhora de Fátima como um sinal de que Deus iria punir o mundo com os eventos que haviam sido revelados na segunda parte do segredo, uma vez que os homens continuavam obstinados no pecado. Seria tal fato uma mera coincidência dos Céus?

(FÁTIMA EM 100 FATOS E FOTOS, Questão 92, obra do autor do blog)