segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

02 DE FEVEREIRO - APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO

Ao tomar a criança nos seus velhos e cansados braços, Simeão é a Igreja que acolhe Jesus. Ao ser recebido nos braços do velho sacerdote, Jesus acolhe para si o resgate e a redenção da humanidade pecadora. Neste encontro no Templo, é forjada a missão da Igreja: permanecer, ainda que envelhecida e cansada, nos braços de Cristo, até o último dia da humanidade.


Salve, ó Virgem, Mãe de Deus, cheia de graça,
pois de ti nasceu o sol de justiça, o Cristo, nosso Deus, 
iluminando os que estão nas trevas.


Alegra-te, ó justo ancião, 
ao receber em teus braços o libertador das nossas almas, 
que nos dá a ressurreição.


Simeão abençoando a Virgem Maria, Mãe de Deus,
viu profeticamente nela os sinais da paixão.


O coro celeste dos Anjos, inclinado para a terra,
vê o primogênito de toda a criação, como pequeno menino,
ser levado ao Templo pela Virgem Mãe.


Cristo Deus, que santificaste um seio virginal
e abençoaste, como convinha, as mãos de Simeão,
vieste e nos salvaste.


Nas guerras, concede a paz ao teu povo
e fortalece os governantes que tu amas,
ó único Amigo dos homens.


Abre-se hoje a porta do céu!


O Verbo eterno do Pai, de fato,
tendo iniciado a sua existência temporal,
sem separar-se da sua divindade,
conforme a lei, 
deixa-se levar ao templo por sua Mãe,
como menino de quarenta dias.


O velho Simeão recebe-o em seus braços dizendo:
'Deixa ir-me em paz - exclama o servo ao Senhor -,
pois meus olhos viram tua salvação'.


Ó tu que vieste ao mundo para salvar o gênero humano:
Glória a ti, Senhor!


Ó Sião, acolhe Maria, a porta do céu:
ela é semelhante ao trono dos Querubins
e sustenta o Rei da glória.


A Virgem é uma nuvem de luz que traz o Filho feito carne,
nascido antes da estrela da manhã.

EXAME DE CONSCIÊNCIA (XVI)

    

Na confissão, todos os pecados mortais cometidos desde a última confissão devem ser confessados. Não é obrigatório confessar os pecados veniais. No entanto, confessá-los é uma prática muito boa, pois ajuda a pessoa a crescer em humildade, mantém a consciência atenta e, assim, previne o pecado mortal, além de contribuir para erradicar o pecado e, dessa forma, proporcionar os meios para o crescimento em santidade. Um pecado é considerado venial quando não é grave o suficiente para ser mortal ou porque a natureza implícita ou habitual do pecado reduz a sua gravidade.

XVI. Pecados veniais contra o primeiro mandamento

Eu sou o Senhor, seu Deus. Não terás outros deuses diante de mim.

 não rezar diariamente
☀ não tentar amar a Deus com toda a mente, coração, alma e fortaleza
☀ buscar controlar para si todas as coisas em vez de aplicar a elas somente a vontade de Deus
☀ alimentar dúvidas contra a fé
☀ não procurar aprender ou aperfeiçoar-se nos ensinamentos da Igreja
☀ manter indiferença ou ingratidão para com Deus
☀ manter indiferença na relação com Deus
☀ não buscar crescer espiritualmente, mas contentar-se na superficialidade da fé cristã
☀ manter-se na acedia (preguiça espiritual)
☀ dispor outras coisas ou pessoas antes de Deus, por exemplo, programas de TV, rádio, esportes, hobbies, etc
☀ apegar-se excessivamente ao respeito ou afeto humano, ou seja, preocupar-se mais com o que os outros pensam do que com o que Deus quer, de modo a se sentir bem aceito ou apreciado
☀ sentir desconfiança em Deus
☀ deixar de cumprir os deveres do seu estado de vida
☀ jogar jogos com simbologia ou temas explícitos de ocultismo ou demonologia 
☀ tentar a Deus
☀ ficar com raiva de Deus
☀ deixar de apoiar o trabalho da Igreja com o dízimo ou com desculpas por falta de tempo 
☀ não participar do trabalho de evangelização
☀ distrair-se intencionalmente durante a missa ou orações
☀ adiar a confissão desnecessariamente
☀ recusar ou negar a misericórdia de Deus
☀ deixar de rezar quando sujeito a tentações
☀ deixar de fazer exames de consciência diariamente
☀ ceder à depressão, à autopiedade ou a pensamentos autodepreciativos

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)

domingo, 1 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DOMINGO

 

'Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus(Sl 145)

Primeira Leitura (Sf 2,3;3,12-13) - Segunda Leitura (1Cor 1,26-31) -  Evangelho (Mt 5,1-12a)
 
  01/02/2026 - QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

AS BEM AVENTURANÇAS


Neste Quarto Domingo do Tempo Comum, a Igreja celebra no Evangelho a síntese de toda a doutrina cristã e dos ensinamentos de Jesus - o Sermão da Montanha. Sobre um monte (Mt 5,1), Jesus vai proclamar as glórias excelsas do seu Reino e, diante a imensidão do Mar da Galileia prostrado à frente dos seus olhos, uma mensagem de amor e de justiça que há de ressoar pela humanidade de todos os tempos (Mt 5,3-12a).

Bem-aventurados os pobres de espírito, os simples de coração, aqueles que anseiam as heranças eternas, desapegados dos bens e dos valores do mundo, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os aflitos que padecem suas dores e seus sofrimentos no recolhimento da graça, para que se cumpra neles, sem regras ou limitações, a Santa Vontade de Deus, porque serão abundantemente consolados.

Bem-aventurados os mansos que se espelham no Coração de Jesus porque possuirão em plenitude a terra celeste. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, aqueles que buscam a santidade em meio às tantas dificuldades e provações desta vida passageira, sempre em direção à Terra Prometida, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, filhos prediletos da caridade, porque serão medidos pela Misericórdia Infinita do Senhor.

Bem-aventurados os puros de coração, aqueles que, desprezando o pecado e os vícios humanos, se fazem novas manjedouras onde possa recolher sem máculas o Sagrado Coração de Jesus. Bem-aventurados os que promovem a paz e os que são perseguidos por causa da justiça porque deles será o Reino dos Céus. E bem-aventurados os que foram injuriados e perseguidos em nome da Cruz, do Calvário, dos Evangelhos e de Jesus Cristo porque serão os santos dos santos de Deus!

sábado, 31 de janeiro de 2026

MEMÓRIA DO SANTO DO DIA

 

SÃO JOÃO BOSCO, ROGAI POR NÓS!

A ARTE DE EDUCAR COM AMOR

Quantas vezes, meus filhinhos, no decurso de toda a minha vida, tive de me convencer desta grande verdade! É mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando os com firmeza e suavidade.

Tomai cuidado para que ninguém vos julgue dominados por um ímpeto de violenta indignação. É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mal humor. Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder. Ponhamo-nos a seu seviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.

Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dele a ser mansos e humildes de coração.

Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada. Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais se conseguirem uma verdadeira correção. Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não e não tem proveito algum para quem as merece.

(Das Cartas de São João Bosco)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

E ASSIM CRUCIFICARAM JUNTAMENTE A MÃE!


Diz a Sagrada Escritura que, quando se construiu o templo de Salomão, não se ouviu nunca golpe de martelo. Ah, Templo Divino, figurado naquele mesmo templo, que agora quando vos desfazem, se ouvem tantas e tão cruéis marteladas! Fazem eco pelos vales daquele monte; mas muito maior eco faziam no coração da lastimada Mãe: no corpo do Filho davam as marteladas divididas, porque umas feriam os pés, outras a mão direita, outras a esquerda; porém na Senhora todas batiam e descarregavam juntas no mesmo lugar, porque todas feriam o coração. 

Com todos os instrumentos do Calvário era martirizado o coração da Senhora e todos feriam o coração da Mãe, ainda os que não feriam o corpo do Filho; por isso Simeão chamou a todos espada: Et tuam ipsius animam pertransibit gladius. Se repararmos nos instrumentos da Paixão de Cristo, acharemos que nenhum deles foi espada: pois se na Paixão não houve espada como diz Simeão à Senhora que a espada da Paixão do seu Filho lhe trespassaria a alma? Et tuam ipsius animam pertransibit gladius

É porque todos os instrumentos que concorreram na Paixão do Filho foram espada para o coração da Mãe. Para o corpo do Filho a cruz era cruz, os cravos eram cravos, os martelos eram martelos; mas para o coração da Mãe a cruz era espada, os cravos eram espada, os martelos eram espada, porque todos penetravam nas suas entranhas, e lhe atravessavam o coração. Assim crucificavam juntamente a Mãe, os que crucificavam o Filho: e justa coisa seria, ó cristãos, que nos crucificassem também a nós, e que todos nós nos crucificássemos aqui hoje com Jesus Crucificado! Olhai o que nos diz São Paulo: Qui sunt Christi, carnem suam crucifixerunt cum vitiis, et concupiscentiis - os que são de Cristo, crucificaram a sua carne com todos os seus vícios, e com todos os seus apetites.

(Excertos do sermão 'Prática Espiritual da Crucifixão do Senhor', do Pe. Antônio Vieira)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (XV)

 

XV. Pecados mortais contra o oitavo, nono e décimo mandamentos

Não darás falso testemunho

☀praticar falso testemunho (sem juramento) ou perjúrio (sob juramento)
☀ contar mentiras graves ou maldosamente premeditadas
☀fomentar intrigas graves, praticar atos de difamação (revelar as faltas de outra pessoa sem motivo sério) ou de calúnia (prejudicar a reputação de outra pessoa com falsidades)
☀ violar um segredo sem justa causa
☀ ser cúmplice de um pecado grave alheio

Não desejarás a mulher do teu próximo

☀ acessar pornografia por meio de livros, revistas, filmes, internet, etc
☀ acessar materiais sexualmente explícitos
☀ deter-se em pensamentos ou fantasias impuras com o objetivo de excitação
☀ cobiçar sexualmente outra pessoa

Não desejarás os bens do teu próximo

☀ praticar ganância ou avareza grave e deliberada
☀ ter a intenção explícita de roubar, comprometer ou destruir os bens alheios

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)