domingo, 1 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DOMINGO

 

'Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus(Sl 145)

Primeira Leitura (Sf 2,3;3,12-13) - Segunda Leitura (1Cor 1,26-31) -  Evangelho (Mt 5,1-12a)
 
  01/02/2026 - QUARTO DOMINGO DO TEMPO COMUM

AS BEM AVENTURANÇAS


Neste Quarto Domingo do Tempo Comum, a Igreja celebra no Evangelho a síntese de toda a doutrina cristã e dos ensinamentos de Jesus - o Sermão da Montanha. Sobre um monte (Mt 5,1), Jesus vai proclamar as glórias excelsas do seu Reino e, diante a imensidão do Mar da Galileia prostrado à frente dos seus olhos, uma mensagem de amor e de justiça que há de ressoar pela humanidade de todos os tempos (Mt 5,3-12a).

Bem-aventurados os pobres de espírito, os simples de coração, aqueles que anseiam as heranças eternas, desapegados dos bens e dos valores do mundo, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os aflitos que padecem suas dores e seus sofrimentos no recolhimento da graça, para que se cumpra neles, sem regras ou limitações, a Santa Vontade de Deus, porque serão abundantemente consolados.

Bem-aventurados os mansos que se espelham no Coração de Jesus porque possuirão em plenitude a terra celeste. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, aqueles que buscam a santidade em meio às tantas dificuldades e provações desta vida passageira, sempre em direção à Terra Prometida, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, filhos prediletos da caridade, porque serão medidos pela Misericórdia Infinita do Senhor.

Bem-aventurados os puros de coração, aqueles que, desprezando o pecado e os vícios humanos, se fazem novas manjedouras onde possa recolher sem máculas o Sagrado Coração de Jesus. Bem-aventurados os que promovem a paz e os que são perseguidos por causa da justiça porque deles será o Reino dos Céus. E bem-aventurados os que foram injuriados e perseguidos em nome da Cruz, do Calvário, dos Evangelhos e de Jesus Cristo porque serão os santos dos santos de Deus!

sábado, 31 de janeiro de 2026

MEMÓRIA DO SANTO DO DIA

 

SÃO JOÃO BOSCO, ROGAI POR NÓS!

A ARTE DE EDUCAR COM AMOR

Quantas vezes, meus filhinhos, no decurso de toda a minha vida, tive de me convencer desta grande verdade! É mais fácil encolerizar-se do que ter paciência, ameaçar uma criança do que persuadi-la. Direi mesmo que é mais cômodo, para nossa impaciência e nossa soberba, castigar os que resistem do que corrigi-los, suportando os com firmeza e suavidade.

Tomai cuidado para que ninguém vos julgue dominados por um ímpeto de violenta indignação. É muito difícil, quando se castiga, conservar aquela calma tão necessária para afastar qualquer dúvida de que agimos para demonstrar a nossa autoridade ou descarregar o próprio mal humor. Consideremos como nossos filhos aqueles sobre os quais exercemos certo poder. Ponhamo-nos a seu seviço, assim como Jesus, que veio para obedecer e não para dar ordens; envergonhemo-nos de tudo o que nos possa dar aparência de dominadores; e se algum domínio exercemos sobre eles, é para melhor servirmos.

Assim procedia Jesus com seus apóstolos; tolerava-os na sua ignorância e rudeza, e até mesmo na sua pouca fidelidade. A afeição e a familiaridade com que tratava os pecadores eram tais que em alguns causava espanto, em outros escândalo, mas em muitos infundia a esperança de receber o perdão de Deus. Por isso nos ordenou que aprendêssemos dele a ser mansos e humildes de coração.

Uma vez que são nossos filhos, afastemos toda cólera quando devemos corrigir-lhes as faltas ou, pelo menos, a moderemos de tal modo que pareça totalmente dominada. Nada de agitação de ânimo, nada de desprezo no olhar, nada de injúrias nos lábios; então sereis verdadeiros pais se conseguirem uma verdadeira correção. Em determinados momentos muito graves, vale mais uma recomendação a Deus, um ato de humildade perante ele, do que uma tempestade de palavras que só fazem mal a quem as ouve e não e não tem proveito algum para quem as merece.

(Das Cartas de São João Bosco)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

E ASSIM CRUCIFICARAM JUNTAMENTE A MÃE!


Diz a Sagrada Escritura que, quando se construiu o templo de Salomão, não se ouviu nunca golpe de martelo. Ah, Templo Divino, figurado naquele mesmo templo, que agora quando vos desfazem, se ouvem tantas e tão cruéis marteladas! Fazem eco pelos vales daquele monte; mas muito maior eco faziam no coração da lastimada Mãe: no corpo do Filho davam as marteladas divididas, porque umas feriam os pés, outras a mão direita, outras a esquerda; porém na Senhora todas batiam e descarregavam juntas no mesmo lugar, porque todas feriam o coração. 

Com todos os instrumentos do Calvário era martirizado o coração da Senhora e todos feriam o coração da Mãe, ainda os que não feriam o corpo do Filho; por isso Simeão chamou a todos espada: Et tuam ipsius animam pertransibit gladius. Se repararmos nos instrumentos da Paixão de Cristo, acharemos que nenhum deles foi espada: pois se na Paixão não houve espada como diz Simeão à Senhora que a espada da Paixão do seu Filho lhe trespassaria a alma? Et tuam ipsius animam pertransibit gladius

É porque todos os instrumentos que concorreram na Paixão do Filho foram espada para o coração da Mãe. Para o corpo do Filho a cruz era cruz, os cravos eram cravos, os martelos eram martelos; mas para o coração da Mãe a cruz era espada, os cravos eram espada, os martelos eram espada, porque todos penetravam nas suas entranhas, e lhe atravessavam o coração. Assim crucificavam juntamente a Mãe, os que crucificavam o Filho: e justa coisa seria, ó cristãos, que nos crucificassem também a nós, e que todos nós nos crucificássemos aqui hoje com Jesus Crucificado! Olhai o que nos diz São Paulo: Qui sunt Christi, carnem suam crucifixerunt cum vitiis, et concupiscentiis - os que são de Cristo, crucificaram a sua carne com todos os seus vícios, e com todos os seus apetites.

(Excertos do sermão 'Prática Espiritual da Crucifixão do Senhor', do Pe. Antônio Vieira)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (XV)

 

XV. Pecados mortais contra o oitavo, nono e décimo mandamentos

Não darás falso testemunho

☀praticar falso testemunho (sem juramento) ou perjúrio (sob juramento)
☀ contar mentiras graves ou maldosamente premeditadas
☀fomentar intrigas graves, praticar atos de difamação (revelar as faltas de outra pessoa sem motivo sério) ou de calúnia (prejudicar a reputação de outra pessoa com falsidades)
☀ violar um segredo sem justa causa
☀ ser cúmplice de um pecado grave alheio

Não desejarás a mulher do teu próximo

☀ acessar pornografia por meio de livros, revistas, filmes, internet, etc
☀ acessar materiais sexualmente explícitos
☀ deter-se em pensamentos ou fantasias impuras com o objetivo de excitação
☀ cobiçar sexualmente outra pessoa

Não desejarás os bens do teu próximo

☀ praticar ganância ou avareza grave e deliberada
☀ ter a intenção explícita de roubar, comprometer ou destruir os bens alheios

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

AS TRÊS VIAS E O DECÁLOGO SOBRE A PAZ

I. Em primeiro lugar, esforce-se sempre para viver em paz com Deus: 'Muita paz têm os que amam a tua lei e para eles não há tropeço' (Sl 119,165).

II. Em segundo lugar, procure encontrar paz em seu próprio coração: 'Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá' (Jo 14,27).

III. Em terceiro lugar, você deve buscar viver em paz com o seu próximo: 'Por fim, irmãos, vivei com alegria. Tendei à perfeição, animai-vos, tende um só coração, vivei em paz, e o Deus de amor e paz estará convosco' (2Cor 13,11) e ainda 'vivei em paz com todos os homens' (Rm 12, 18).

*********

1. Aprende a abnegar-te em muitas coisas, se queres ter paz e concórdia com os outros.

2. Não pode ficar por muito tempo em paz quem não procura ser o menor e o mais submisso de todos.

3. Acharás grande paz e sentirás mais leve o trabalho com a graça de Deus e o amor da virtude.

4. Primeiro conserva-te em paz, e depois poderás pacificar os outros.

5. Quem está em boa paz de ninguém desconfia.

6. Viver em paz com pessoas ásperas, perversas e mal educadas que nos contrariam, é grande graça e ação muito louvável.

7. Não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior, senão o caminho da santa cruz e da contínua mortificação.

8. É necessário que sempre tenhas paciência, se queres alcançar a paz da alma e merecer a coroa eterna.

9. Busca a paz verdadeira do céu, não sobre a terra, não nos homens, nem nas demais criaturas, mas só em Deus.

10. Toda a nossa paz, porém, nesta vida miserável, consiste mais na humilde resignação, que em não sentir as contrariedades. Quem melhor sabe sofrer, maior paz terá. Esse é vencedor de si mesmo e senhor do mundo, amigo de Cristo e herdeiro do céu.

(Da Imitação de Cristo, Thomas de Kempis)

EXAME DE CONSCIÊNCIA (XIV)

          

XIV. Pecados mortais contra o sétimo mandamento

Não roubarás

☀ roubar uma grande quantia de dinheiro ou um item valioso.
☀ destruir ou danificar intencionalmente a propriedade alheia
☀ roubar algo consagrado a Deus ou de um local sagrado
☀ receptar, comprar, vender ou ocultar itens sabidamente roubados
☀ deixar de restituir coisas alheias intencionalmente
☀ jogar compulsivamente
☀ defraudar trabalhadores em seus salários
☀ descumprir gravemente as obrigações do trabalho
☀ inflar contas de despesas ou de diárias
☀ aproveitar-se dos pobres, simples, inexperientes ou menos afortunados
☀ negar ajuda aos pobres, necessitados ou indigentes quando é possível ajudá-los facilmente
☀ defraudar credores
☀ subornar ou aceitar subornos
☀ promover atos de chantagem ou de extorsão
☀ praticar fraude ou peculato
☀ praticar a fixação combinada de preços (prática em que empresas concorrentes combinam entre si os preços a cobrar por um determinado produto)
☀ praticar sonegação fiscal
☀ praticar a falsificação de produtos
☀ promover o desperdício ou despesas excessivas
☀ praticar violação de direitos autorais
☀ praticar pirataria de softwares de computador
☀ praticar atos de escravidão
☀ praticar crueldade grave contra animais

(Excertos da obra 'An Examination of Conscience', de Fr. Robert Altier, 2002)