segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

OREMUS (14)

14 DE JANEIRO

Qui se existimat stare... [quem pensa estar de pé] (1Cr 10,12)

É muito grande a força do demônio. Se ele já dobrou muito caniço, já arrancou muito carvalho também. Cedros do Líbano vieram abaixo, porque confiaram demasiado na força das próprias raízes. É pela presunção que o demônio consegue minar os alicerces de muita vida sacerdotal. Videat ne cadat [vigiar para não cair] — isto quer dizer esforço e trabalho. 

Tome cuidado, empregue os meios, não se descuide, nem facilite. Tempestades há no ambiente que nos cerca. E as mais terríveis não são as que entram pelos sentidos, mas aquelas que rugem dentro de nós mesmos. Lamennais, o grande apologeta, pregou certa vez numa igreja dos redentoristas, na Suíça. Um sucesso. Perguntaram ao reitor da comunidade, o que achava daquele orador, coluna da Igreja na França. Com um ar de tristeza, o reitor, Ven. Pe. Passerat, respondeu: 'Tenho medo desse homem; ele não reza'. Algum tempo depois, Lamennais era um apóstata.

Naquela vida, como em tantas outras, a presunção e o orgulho minaram os alicerces. A base cedeu. Et descendit pluvia, et venerunt flumina, et flaverunt venti, et irruerunt in domum illam, et cecidit, et fuit ruina illius magna [caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína (Mt 7,27)].

(Oremus — Pensamentos para a Meditação de Todos os Dias, do Pe. Isac Lorena, 1963, com complementos de trechos traduzidos do latim pelo autor do blog)