quarta-feira, 30 de setembro de 2020

CANTOS DA MISSA TRADICIONAL (X): SANCTUS

Estamos agora na Parte II da Santa Missa, conhecida como Missa dos Fieis. No início do Canon, a parte mais sagrada da Santa Missa, a Igreja reza unida em louvor a Nosso Senhor Jesus cristo entoando o Sanctus.


Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus
Sabaoth. Pleni sunt cæli et terra gloria tua.
Hosanna in excelsis.
Benedictus, qui venit in nomine Domini.
Hosanna in excelsis.

Santo, Santo, Santo, é o Senhor
Deus dos Exércitos. A Terra e o
Céu estão cheios da Vossa glória.
Hosana no mais alto dos Céus.
Bendito o que vem em nome do
Senhor. Hosana nas alturas!

terça-feira, 29 de setembro de 2020

250 DOGMAS DE FÉ DA IGREJA CATÓLICA (III)

 PARTE III - DEUS, O REDENTOR

74. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e é verdadeiro Filho de Deus.

75. Cristo assumiu um corpo real e não um corpo aparente.

76. Cristo assumiu não apenas um corpo, mas também uma alma racional.

77. Cristo foi verdadeiramente gerado e nascido de uma filha do Adão, a Virgem Maria.

78. As naturezas, humana e Divina estão unidas hipostaticamente (união mística) em Cristo, isto é, unida uma a outra numa Pessoa.

79. Na união hipostática, cada uma das duas naturezas de Cristo continua intacta, imutável e independente uma para com a outra.

80. Cada uma das duas naturezas em Cristo possui sua vontade natural e seu próprio modo de operação.

81. A união hipostática da natureza humana de Cristo com o Logos Divino teve lugar no momento da concepção.

82. A união hipostática se efetuou com as Três Pessoas Divinas agindo em comum.

83. Apenas a segunda Pessoa Divina tornou-se Homem.

84. Não apenas como Deus, mas também como homem, Jesus Cristo é o Filho natural de Deus.

85. O Deus-Homem Jesus Cristo deve ser venerado com um único modo de adoração, a adoração absoluta de latria que é devida somente a Deus.

86. As características e atividades divina e humana de Cristo devem ser predicadas do único Verbo Encarnado.

87. Cristo era livre de todo o pecado, tanto do pecado original quanto do pecado pessoal.

88. A natureza humana de Cristo era passável.

89. O Filho de Deus se tornou homem para redimir os homens.

90. O homem caído não pode se redimir.

91. O Deus-Homem Jesus Cristo é um sacerdote régio.

92. Cristo se ofereceu sobre a Cruz como um verdadeiro e distinto sacrifício.

93. Cristo pelo seu sacrifício sobre a Cruz redimiu-nos e reconciliou-nos com Deus.

94. Cristo através da sua paixão e morte mereceu a recompensa de Deus.

95. Após a sua morte, a Alma de Cristo, que foi separada do seu Corpo, desceu à mansão dos mortos.

96. No terceiro dia após a sua morte, Cristo ressuscitou gloriosamente dos mortos.

97. Cristo ascendeu em corpo e alma para o Céu e está sentado à direita do Pai.

PARTE IV - A MÃE DO REDENTOR

98. Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus.

99. Maria foi concebida sem nenhuma mancha do pecado original. 

100. Maria concebeu pelo Espírito Santo sem a cooperação do homem.

101. Maria deu à luz o seu Filho sem qualquer violação da sua integridade virginal e, após o nascimento de Jesus, Maria permaneceu Virgem.

102. Maria foi assunta em corpo e alma ao Céu.

(Compilação da obra 'Fundamentos do Dogma Católico', de Ludwig Ott)

29 DE SETEMBRO - SÃO MIGUEL ARCANJO

 

(São Miguel com elmo e armadura medieval - Catedral de Bruxelas)

'Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para eles no Céu' (Ap 12, 7-8).

'Naquele tempo, surgirá Miguel, o grande Príncipe, constituído defensor dos filhos do seu povo e será tempo de angústia como jamais houve' (Dn 12, 1).

Assim como Lúcifer é o chefe dos demônios, Miguel é o maior dentre os anjos, Príncipe das milícias celestes, protetor da Santa Igreja e da humanidade contra as forças do inferno. Assim, a designação de arcanjo (oitavo coro dos anjos) tem sentido genérico e nominativo, pois certamente São Miguel, sendo o primeiro dentre os Anjos, é o maior dos serafins. Dentre os vários santuários destinados ao Arcanjo São Miguel, Príncipe das milícias celestes, destaca-se aquele localizado no Monte Saint Michel na França, cuja foto constitui a abertura e o símbolo deste blog.

(Santuário de São Miguel - Monte Saint Michel/França)

São Miguel, rogai por nós!
Intercedei a Deus por nós!

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

VERSUS: PAIXÃO DO SENHOR X SANTA MISSA

A Missa é essencialmente o Sacrifício, a Paixão e a Morte de Nosso Senhor na Cruz, mediante o seguinte paralelo das celebrações (o que nos mostra o quanto já perdemos da doutrina autêntica da Fé cristã pela introdução de palmas, gestos e coreografias completamente estranhas ao rito litúrgico original):

 

domingo, 27 de setembro de 2020

PÁGINAS COMENTADAS DOS EVANGELHOS DOS DOMINGOS

 

'Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: "Jesus Cristo é o Senhor!" — para a glória de Deus Pai' (Fl 2, 6 - 11)

PÁGINAS DO EVANGELHO (2019 - 2020) 

27 DE SETEMBRO - SÃO VICENTE DE PAULO


Filho de camponeses, Vicente de Paulo nasceu na pequena aldeia de Pay, região de Bordéus e dos Pirineus, em 24 de abril de 1575. Iniciou seus estudos com os franciscanos em Dax, formando-se mais tarde em teologia em Toulouse, onde tornou-se sacerdote em 23 de setembro de 1600. Forjava-se ali um dos maiores e mais belos exemplos da santificação e de apostolado missionário de toda a história da Igreja. 

Foi o fundador da Companhia da Missão (padres lazaristas) devotada à evangelização dos pobres e co-fundador da Congregação das Filhas da Caridade, cuja primeira superiora foi Santa Luísa de Marillac. Inspirado por seu amor a Deus e aos homens, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de caridade e de piedade cristãs, às quais devotou toda a sua vida, pautada na missão de levar e viver plenamente o Evangelho de Cristo junto aos pobres, aos doentes, aos renegados, aos presos, aos desvalidos do mundo. O seu exemplo e seus ensinamentos inspiraram, mais tarde, em 1833, a criação das chamadas Conferências Vicentinas, que projetaram o legado da ação e das obras de caridade do santo ao mundo inteiro.




Este grande amigo e benfeitor dos mais necessitados faleceu em 27 de setembro de 1660 e seu corpo foi sepultado na igreja de São Lázaro (ou capela dos Lazaristas) em Paris, sendo encontrado praticamente incorrupto, quando exumado 52 anos após a sua morte. O coração do santo é conservado em um relicário na Capela de Nossa Senhora Milagrosa, também em Paris. Foi canonizado em 1737 pelo Papa Clemente XII e declarado patrono de todas as obras de caridade da Santa Igreja, em 1885, pelo papa Leão XIII.

São Vicente de Paulo, rogai por nós!

sábado, 26 de setembro de 2020

A VIDA OCULTA EM DEUS: SOB O OLHAR DE DEUS

 


68. Vosso olhar, meu Deus, não é apenas agradável: é benéfico. Ele não nos acha bons apenas, ele nos torna bons. Olhar com amor e criar e enriquecer as vossas criaturas é sempre a mesma coisa para Vós, meu Deus. Que o vosso olhar se digne a voltar-se para a minha alma e nela pousar suavemente... Nada me agrada mais do que saber que estou sob a atenção dos vossos olhos. Parece-me assim que devo ter sempre o mais profundo respeito e a mais humilde modéstia. Quanta luz não encontro no vosso olhar! Ele ilumina o meu caminho, me ensina o verdadeiro valor das coisas e me faz ver se elas podem ser meios ou obstáculos para mim. E, por outro lado, me permite levar essa luz a outras pessoas. Sem ela, eu não seria mais do que escuridão. Ó, bendito olhar do meu Deus, queria vos ter fixado em mim para todo o sempre!

Vosso olhar, ó meu Deus, não é um olhar externo para a minha alma; é interior, no mais íntimo de mim. A alma tem a impressão de ser devassada pelo vosso olhar de dentro para fora. Isso é a verdade. Esse olhar sois Vós, ó meu Deus, que faz morada em minha alma e que a ilumina ao mesmo tempo em Vós, nela mesma e em todas as coisas. A alma está consciente dessa luz interior que se assemelha a um cristal muito puro que, exposto diretamente ao sol, torna-se cintilante pelos raios luminosos, e sabe disso. Mas essa é ainda uma comparação muito tênue porque a alma é espírito e Deus é espírito. E nada pode dar sequer uma ideia aproximada do que acontece na dimensão da luz, quando Deus invade uma alma e a toma para si. Ele, que é a verdade absoluta! Bem aventurada é a alma sem defeito e sem mancha que os raios divinos podem iluminar em plenitude! E como é suave ver a Deus em si mesmo assim! Já é um prenúncio do Céu...

(Excertos da obra 'A Vida Oculta em Deus', de Robert de Langeac; Parte I -  O Esforço da Alma; tradução do autor do blog)

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

DICIONÁRIO DA DOUTRINA CATÓLICA (XII)


IDOLATRIA

É o culto de adoração prestado a uma criatura. A idolatria é um erro muito antigo. A Sagrada Escritura fala da idolatria no livro do Gênesis, (Cap. 30, 1-), dizendo que Raquel furtara os ídolos a seu pai; na verdade Labão chamava-lhes os seus deuses e Jacó chamou-lhes deuses estranhos e abomináveis. A idolatria existe ainda nas regiões onde o Evangelho não é conhecido. Os homens que ignoram Deus inventam deuses a seu capricho, quer sejam os astros ou os animais, ou qualquer outra criatura, e prestam-lhes culto de adoração, sentindo a necessidade de um ser que lhes seja superior e que os proteja. A idolatria é o mais grave dos pecados. Proibiu-a Deus na Antiga Lei, dizendo: 'Não tenhas deuses estranhos, não adores as imagens que fizeres' (Ex 20, 3).

IGREJA CATÓLICA 

É a sociedade de todos aqueles que, sendo batizados, professam a doutrina de Jesus Cristo e obedecem à Autoridade do Papa, Vigário de Jesus Cristo na terra. Foi instituída por Jesus Cristo e confiada aos seus Apóstolos, para que fosse conservada, propagada e praticada em todos os tempos e em todas as nações a religião divina, como Jesus mesmo a ensinou. Para que a igreja fundada por Jesus Cristo se conservasse sempre a mesma até ao fim dos tempos e se tornasse católica ou universal, o próprio divino Fundador deu-lhe um governo composto de um chefe supremo, que é o papa, e chefes inferiores, que são os bispos, e ministros, que são os sacerdotes, em obediência ao papa. É missão da Igreja ensinar a todos os homens a doutrina que Jesus mandou aos seus Apóstolos que pregassem, e administrar os sacramentos que Jesus instituiu para os homens poderem conseguir a vida eterna. Por isso a Igreja goza do privilégio da infalibilidade, e os homens não conseguem a vida eterna se não quiserem obedecer à Igreja. Foi esta a ordem de Jesus Cristo aos seus Apóstolos: 'Assim como meu Pai me enviou, assim eu vos envio' (Jo 20, 21): 'ide, ensinai todas as nações' (Mt 28, 19). 'Eu estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos' e 'Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza' (Lc 10, 16). A Igreja é constituída do seguinte modo: o papa é o chefe supremo; os bispos são os chefes imediatamente inferiores, escolhidos pelo papa para governarem as dioceses que ele lhes designa; os sacerdotes são os auxiliares dos bispos no governo das paróquias. Dignidades que concorrem mais ou menos para a perfeição do governo da Igreja: os cardeais, os patriarcas, os primazes, os metropolitas, os vigários gerais e os cônegos. Finalmente, os fieis, a cuja salvação eterna dedicam a vida todas aquelas entidades. Além da Igreja Católica existem outras sociedades religiosas chamadas igrejas, ensinando doutrinas opostas, mas afirmando cada uma ser a verdadeira Igreja. Nenhuma delas pode ser a verdadeira Igreja porque cada uma tem como fundador alguém que nasceu e viveu muitos séculos depois de Jesus Cristo ter fundado a sua Igreja.

IGREJA GREGA 

Começou a existir no século IX, quando a Igreja Católica já tinha 800 anos de vida. Foi fundada por um homem ambicioso chamado Fócio, que pretendeu ser Patriarca de Constantinopla. Como o papa não aprovasse tal pretensão, Fócio e os seus sectários separam-se da união com a Igreja Católica e formaram uma igreja à parte. Dividida em várias igrejas que se espalham pelas nações orientais, cada uma governada por um chefe com o título de patriarca, e todos em oposição com o papa, e com algumas verdades da doutrina católica.

IGREJA PROTESTANTE

Apareceu no século XVI, tendo como chefe Lutero, sacerdote alemão que se revoltou contra o papa por ter condenado os seus erros em matéria religiosa. A igreja protestante começou a existir quase 1600 anos depois de Jesus Cristo ter fundado a sua Igreja ou a Igreja Católica. Como, porém, a igreja fundada por Lutero não tem um chefe, está dividida em várias seitas religiosas, sem unidade de doutrina nem de disciplina, dizendo-se todas elas igrejas cristãs ou dizendo-se cada uma a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, o que é evidentemente falso.

INCARDINAÇÃO 

É a inscrição ou admissão de um clérigo na diocese para o serviço da qual foi ordenado. O clérigo fica incardinado pela recepção da Prima Tonsura e não pode mudar de diocese sem autorização do seu próprio bispo e aceitação do bispo da diocese para onde pretende mudar. A licença para mudar da diocese onde está incardinado chama-se EXCARDINAÇÃO. Pela profissão religiosa o que a faz fica excardinado, e pertence à Ordem em que fez profissão.

/ ENCARNAÇÃO 

É o mistério de Deus Filho feito homem ou a união da natureza divina com a natureza humana na Pessoa do Verbo divino, da qual união resultou Jesus Cristo, Deus e homem. O modo porque foi feita a Encarnação é indicado pelas palavras que o Anjo Gabriel dirigiu à Virgem Maria de Nazaré, dizendo-lhe que o Divino Espírito Santo a cobriria com a sua sombra, e que ela daria à luz um filho que seria chamado Jesus, porque a Deus nada é impossível (Lc 1, 30-38). O fim que Deus se propôs na Encarnação foi a salvação dos pecados e a manifestação da sua justiça, da sua bondade, da sua virtude, do seu poder, da sua sabedoria e do seu amor aos homens, como diz o Evangelista São João: 'Deus amou tanto os homens que lhes deu seu Filho único, para que todo o que crê nele não pereça mas tenha a vida eterna' (Jo 3, 16); e o Apóstolo São Paulo escreveu: 'É verdade certa que Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores' (I Tm 1, 15). A fé no mistério da Encarnação é o princípio do caminho que nos conduz ao Céu.

INCENSAÇÃO 

É o ato de incensar com o turíbulo em algumas funções litúrgicas. Incensa-se a Sagrada Hóstia, incensam-se os ministros do altar, o povo, o livro do Evangelho, e o altar nas missas cantadas, assim como vários objetos que têm relação com o culto religioso. A incensação é ao mesmo tempo um símbolo das nossas orações, subindo ao céu como se eleva o suave perfume do incenso e uma demonstração de honra devida a Deus, a quem servem as pessoas e os objetos incensados.

INDEX

 Dá-se este nome ao catálogo dos livros condenados pela Igreja, como prejudiciais para a Fé ou para os costumes, e cuja leitura e posse a Igreja proíbe aos fiéis.

INDIFERENTISMO RELIGIOSO 

Proclama que os homens podem ter a religião que lhes aprouver, porque todas são agradáveis a Deus, tanta esperança devendo nós ter na salvação eterna dos filhos da Igreja Católica como na daqueles que morrem fora dela. Conclusão: praticar a verdadeira religião ou uma religião falsa ou não praticar nenhuma é para o indiferentismo coisa igual. É uma aberração da inteligência.

INDISSOLUBILIDADE DO MATRIMÔNIO 

Consiste em não poder romper-se o vínculo matrimonial senão pela morte de um dos esposos. Foi o que
Jesus Cristo afirmou quando disse, falando do matrimônio: 'O que Deus uniu, o homem não separe' (Mt 19, 6). E também disse: 'Aquele que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra a sua primeira mulher; e se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro comete adultério' (Mc 10, 11 - 12). De sorte que o matrimônio válido e consumado não pode ser dissolvido por nenhuma autoridade humana e por nenhuma causa.

INDULGÊNCIA 

É a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, remissão concedida do tesouro da Igreja pela Autoridade eclesiástica, aos vivos por modo de absolvição, e aos defuntos por modo de sufrágio. O tesouro da Igreja é constituído pelas satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos. A indulgência é plenária, se é intenção de quem a concede remir toda a pena temporal; a indulgência é parcial, se a intenção é remir uma parte da pena temporal. Só o papa pode conceder indulgência plenária; o bispo pode conceder indulgências parciais. Só aproveitam as indulgências àquele que faz o que é exigido para as lucrar. A indulgência plenária só pode ser lucrada uma vez cada dia, embora se repitam os atos prescritos para as lucrar, a não ser que outra coisa seja determinada. A indulgência parcial, a não ser que o contrário seja expresso, pode ser lucrada mais de uma vez cada dia, tantas vezes quantas forem repetidos os atos para as lucrar.  Ninguém pode aplicar em benefício dos vivos as indulgências que lucrar; pelas almas do Purgatório podem ser aplicadas todas as indulgências concedidas pelo Sumo Pontífice, a não ser que determine o contrário.

INDULGÊNCIAS APOSTÓLICAS 

Chamam-se as que o Sumo Pontífice costuma aplicar aos objetos de devoção por ele benzidos, objetos que não sejam de chumbo, estanho, vidro ou outra matéria que facilmente se possa quebrar. As mesmas indulgências podem ser aplicadas por qualquer sacerdote que obtenha concessão da Santa Sé. Não podem ser indulgenciados os objetos de matéria que quebre ou se deteriore facilmente, como são os crucifixos e as medalhas de estanho, chumbo ou outra matéria frágil. Todavia os Terços do Rosário, ainda que de chumbo, madeira e mesmo de vidro ou cristal sólido, podem ser indulgenciados, e não perdem as indulgências pelo fato de quebrar a cadeia ou de se perderem algumas contas; neste caso substituem-se por outras e não precisam de nova bênção ou de ser novamente indulgenciados. As indulgências anexas a terços ou a outros objetos somente cessará quando estes deixarem completamente de existir ou forem vendidos.

INFALIBILIDADE 

É um privilégio que Deus concede à Igreja, por virtude do qual não pode errar quando, pela voz do papa, propõe aos homens doutrina de Fé ou de Moral, como necessidade de crer e de praticar para entrar no Céu. Esta verdade foi definida no Concílio do Vaticano I e é fundada nas palavras de Jesus Cristo, dizendo ao Apóstolo Pedro, depois de constituí-lo chefe da Igreja: 'Eu roguei por ti, a fim de que a tua fé não desfaleça; uma vez convertido confirma os teus irmãos', que eram os outros Apóstolos (Lc 22, 32). E aos Apóstolos em união com Pedro disse: 1Eu estarei convosco até à consumação dos séculos' (Mt 28, 20). E ainda: 'Quem vos ouve a Mim ouve' (Lc 10,16). É um fato histórico que a Igreja nunca errou no seu ensinamento em matéria de Fé ou de Moral. De sorte que ou o papa só ou os bispos em união com o papa, quando ensinam doutrina de Fé ou de Moral como sendo doutrina que todos os fiéis devem crer e praticar para entrar no Céu, por todos deve ser aceita como verdade infalível, pois em tal caso o papa não pode errar, por virtude de um auxílio divino.

INTERDITO 

É uma censura pela qual a Igreja proíbe em certos lugares e a certas pessoas os Ofícios divinos, alguns sacramentos e sepultura eclesiástica. É pessoal, se a proibição afeta diretamente a pessoa acompanhando-a em toda a parte; e tanto pode afetar uma pessoa como uma associação de pessoas. É local, se afeta diretamente um lugar, de sorte que as pessoas só não podem celebrar os Ofícios divinos nesse lugar. O interdito geral sobre o território ou sobre as pessoas de uma diocese ou de uma nação só pode ser lançado pelo papa; o interdito geral sobre uma paróquia ou sobre o povo de uma paróquia, assim como o particular, local ou pessoal, pode ser lançado pelo bispo.

INVOCAÇÃO DOS SANTOS 

É o pedido que fazemos aos santos para que roguem a Deus por nós e conosco, pela intercessão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Invocamo-los e confiamo-nos ao seu patrocínio, porque esperamos que, como santos, serão atendidos mais favoravelmente do que nós.

(Verbetes da obra 'Dicionário da Doutrina Católica', do Pe. José Lourenço, 1945)

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

23 DE SETEMBRO - SÃO PIO DE PIETRELCINA

 


Francesco Forgione nasceu em Pietrelcina (Itália) no dia 25 de maio de 1887 e faleceu santamente como Padre Pio, em San Giovanni Rotondo (Itália), em 23 de setembro de 1968. Ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910, dedicou toda a sua vida ao ministério da confissão e à salvação das almas. Possuía dons extraordinários na forma de estigmas (feridas nas mãos, nos pés e no peito, como as recebidas por Nosso Senhor Jesus Cristo na crucifixão), de milagres diversos e o dom da bilocação (estar em dois lugares ao mesmo tempo). 

(Vídeo com imagens de Padre Pio, filmado no Convento de Nossa Senhora das Graças dos Capuchinhos, em San Giovanni Rotondo. Mostra cenas do cotidiano dos frades, Padre Pio no refeitório, na igreja e celebrando a Santa Missa em latim; os frades lidando com as centenas de cartas enviadas ao Padre Pio. No final, provocam-no jovialmente com a câmera e ele bate no cinegrafista com seu cinto).

A santidade do Padre Pio é uma expressão da santidade de Deus, não apenas pelos seus tantos carismas particulares, mas pelas inúmeras perseguições que, desde que ele recebeu os estigmas, o acompanharam sempre até a morte (impedimentos e proibições de toda espécie, segregação e injúrias), aceitas com absoluta resignação: “Aceitar as provações que o Senhor permite ou suscita, para nos santificarmos e nos identificarmos com as injúrias sofridas por Cristo em toda sua vida, e particularmente na sua Paixão e Morte na Cruz, para salvar os homens até o fim dos séculos”. Pouco antes de morrer, ao lhe ser solicitado uma última orientação espiritual, assim o fez: "Amate la Madonna. Fatela amare. Recitate la Coronna. Recitatela bene” (Amai a Nossa Senhora. Fazei-a amar. Rezai o Rosário. Rezai-o bem). 

Foi canonizado em 16 de junho de 2002 pelo Papa João Paulo II, na praça de São Pedro. Em 28 de fevereiro de 2008, seu corpo foi exumado – sendo encontrado incorrupto – e colocado numa urna de cristal, onde se encontra atualmente para exposição pública e veneração dos fiéis.


250 DOGMAS DE FÉ DA IGREJA CATÓLICA (II)

 PARTE II - DEUS, O CRIADOR


45. Tudo que existe fora de Deus foi, na sua total substância, produzido do nada por Deus.


46. Deus, ao criar o mundo, foi movido pela Sua bondade.


47. O Universo foi criado para a glorificação de Deus.


48. As Três Pessoas Divinas são o único princípio comum da criação.


49. Deus criou nosso mundo livre da compulsão exterior e necessidade interior.


50. Deus criou um mundo bom.


51. O mundo teve um começo no tempo.


52. Só Deus criou o mundo.


52. Deus mantém todas as coisas criadas na existência.


54. Deus, através da Sua Providência, protege e guia tudo que Ele criou.


55. O primeiro homem foi criado por Deus.


56. O homem consiste de duas partes essenciais – o corpo material e a alma espiritual.


57. A alma racional de per si é a forma essencial do corpo.


58. Cada ser humano possui uma alma individual.


59. Deus confere ao homem um destino sobrenatural.


60. Os nossos primeiros pais, antes da queda, eram dotados da graça santificante.


61. Em acréscimo à graça santificante, os nossos primeiros pais eram dotados com o dom preternatural da imortalidade corporal.


62. Os nossos primeiros pais no Paraíso pecaram gravemente através da transgressão do mandamento probatório Divino.


63. Através do pecado, os nossos primeiros pais perderam a graça santificante e provocaram a ira e a indignação de Deus.


64. Os nossos primeiros pais tornaram-se sujeitos à morte e à dominação do mal.


65. O pecado de Adão é transmitido a sua posteridade, não pela imitação, mas pela descendência.


66. O pecado original é transmitido pela geração natural.


67. No estado de pecado original, o homem é desprovido da graça santificante e tudo que isto implica, assim como os dons sobrenaturais da integridade.


68. As almas que partem desta vida no estado de pecado original são excluídas da Visão Beatífica de Deus.


69. No começo do tempo Deus criou as essências espirituais (anjos) do nada.


70. A natureza dos anjos é espiritual.


71. Os espíritos maus (demônios) foram criados bons por Deus; eles se tornaram perversos através das suas próprias faltas.


72. A tarefa secundária dos anjos bons é a proteção dos homens e o cuidado da sua salvação.


73. O mal possui certo domínio sobre a humanidade por causa do pecado do Adão.


(Compilação da obra 'Fundamentos do Dogma Católico', de Ludwig Ott)

terça-feira, 22 de setembro de 2020

BREVIÁRIO DIGITAL - ILUSTRAÇÕES DE DORÉ (XVII)

PARTE XVII (Lc 1 - Lc 12)

[A Anunciação do Anjo (Lc 1, 26-27)]

[Os pastores diante o nascimento de Jesus (Lc 2, 16)]

[Jesus entre os doutores da Lei (Lc 2, 46)]

[A tentação de Jesus no alto de um monte (Lc 4,5)]

[Jesus expulsa um demônio de um possesso (Lc 4,35)]

[A pregação de Jesus feita sobre uma barca em Genesaré (Lc 5,3)]

[A pecadora arrependida é perdoada (Lc 7,47)]

[Jesus ressuscita a filha de Jairo (Lc 8, 54-55)]

[O bom samaritano acolhe um homem ferido na estrada (Lc 10, 33)]

[O bom samaritano leva o homem ferido a uma pousada (Lc 10, 34)]

[Jesus na casa de Marta e Maria (Lc 10, 41-42)]

[Jesus pregando diante uma grande multidão (Lc 12, 1-59)]

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

PALAVRAS DE SALVAÇÃO

'A união com Cristo é a nossa bem-aventurança e o aprofundamento dessa união com Ele traz-nos a felicidade terrena. Portanto, o amor à cruz não está, de forma nenhuma, em contradição com a alegria de sermos filhos de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria forte e pura aos que são chamados e são capazes de o fazer. Dessa forma, os verdadeiros filhos de Deus participam na edificação do seu Reino. Assim, a predileção pelo caminho da cruz também não significa que nos desagrade ver ultrapassada a sexta-feira santa e cumprida a obra da redenção. Só os resgatados, só os filhos da graça podem verdadeiramente carregar a cruz de Cristo. Só através da união com a divina Cabeça é que o sofrimento humano adquire a sua potencialidade redentora. Sofrer e sentir-se bem-aventurado no sofrimento, permanecer firme de pé, seguir pelos caminhos poeirentos e pedregosos desta terra e estar ao mesmo tempo sentado com Cristo à direita do Pai, rir-se e chorar com as crianças deste mundo sem deixar de cantar com os coros angélicos os louvores de Deus, eis a vida do cristão, até que rompa a aurora da eternidade.

(Santa Teresa Benedita da Cruz)

domingo, 20 de setembro de 2020

PÁGINAS COMENTADAS DOS EVANGELHOS DOS DOMINGOS


'Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra' (Is 55 6 - 9)

PÁGINAS DO EVANGELHO (2019 - 2020) 

sábado, 19 de setembro de 2020

250 DOGMAS DE FÉ DA IGREJA CATÓLICA (I)

 PARTE I - A UNIDADE E A TRINDADE DE DEUS

1. Deus, nosso Criador e Senhor, pode ser conhecido, com absoluta certeza, pela luz natural da razão das coisas criadas.

2. A existência de Deus não é meramente um objeto de conhecimento racional, mas também um objeto da fé sobrenatural.

3. A Natureza de Deus é incompreensível para os homens.

4. Os bem-aventurados no Céu possuem um conhecimento intuitivo imediato da Essência Divina.

5. A visão imediata de Deus transcende a força natural da percepção da alma humana e é, portanto, sobrenatural.

6. A alma requer a luz da glória para a visão imediata de Deus.

7. A Essência de Deus é igualmente incompreensível para o bem-aventurado no Céu.

8. Os atributos divinos são realmente idênticos entre si e com a Divina Essência.

9. Deus é absolutamente perfeito.

10. Deus é verdadeiramente infinito em toda a perfeição.

11. Deus é absolutamente simples.

12. Há somente um Deus.

13. O Deus único é, no sentido ontológico, o verdadeiro Deus.

14. Deus possui um poder infinito de percepção.

15. Deus é verdade absoluta.

16. Deus é absolutamente fiel.

17. Deus é absoluta bondade ontológica Nele mesmo e em relação aos outros.

18. Deus é absoluta bondade moral ou santidade.

19. Deus é absoluta benignidade.

20. Deus é absolutamente imutável.

21. Deus é eterno.

22. Deus é imenso ou absolutamente imensurável.

23. Deus está presente em todo o lugar no espaço criado.

24. O conhecimento de Deus é infinito.

25. O conhecimento de Deus é pura e simplesmente atual e verdadeiro.

26. O conhecimento de Deus é subsistente.

27. Deus conhece tudo que é meramente possível pelo conhecimento da inteligência simples.

28. Deus conhece todas as coisas reais do passado, presente e futuro.

29. Pelo conhecimento da visão, Deus também prevê as futuras ações livres das criaturas racionais com a certeza infalível.

30. A Vontade Divina de Deus é infinita.

31. Deus Se ama pela necessidade, mas ama e deseja a criação de coisas extra-divinas, por sua vez, com liberdade.

32. Deus é Todo-Poderoso.

33. Deus é o Senhor dos céus e da terra.

34. Deus é infinitamente justo.

35. Deus é infinitamente misericordioso.

36. Em Deus há três Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Cada uma das três Pessoas possui uma Divina Essência (numérica).

37. Em Deus há duas procissões divinas internas.

38. As Pessoas Divinas, não a Divina Natureza, são os sujeitos das procissões divinas internas (no sentido ativo e passivo).

39. A Segunda Pessoa Divina procede da Primeira Pessoa Divina pela geração e, portanto, é relacionada a Ele como Filho para o Pai.

40. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho como de um único princípio através de uma única inspiração.

41. O Espírito Santo não procede através da geração, mas através da inspiração.

42. As relações em Deus são realmente idênticas com a Natureza Divina.

43. As Três Pessoas Divinas estão um em outro.

44. Todas as atividades ad extra de Deus são comuns para as Três Pessoas.

(Compilação da obra 'Fundamentos do Dogma Católico', de Ludwig Ott)

'TOMA A TUA CRUZ...'


Por que temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino? Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a proteção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-o: caminharás para a vida eterna. Se morreres com Ele, também com Ele viverás (Rm 6,8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória.

Eis que tudo consiste na cruz; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz.

Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.

(Da Imitação de Cristo)

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

CANTOS DA MISSA TRADICIONAL (IX): CREDO

O canto (ou recitação) do Credo está inserido no contexto de louvor e adoração que caracterizam a primeira parte da Santa Missa ou Missa dos Catecúmenos. Não se trata apena de uma simples oração ou meditação, mas o símbolo triunfante da fé cristã em plenitude. Na versão niceno-constantinopolitana, constitui os fundamentos da nossa fé católica promulgados pelos Concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381).



Credo in unum Deum. Patrem omnipotentem, factorem coeli et terræ, visibilium omnium et invisibilium. Et in unum Dominum Jesum Christum, Filium Dei unigenitum. Et ex Patre natum ante omnia sæcula. Deum de Deo, lumen de lumine, Deum verum de Deo vero. Genitum, non factum, consubstantialem Patri: per quem omnia facta sunt. Qui propter nos homines, et propter nostram salutem descendit de coelis. Et Incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine et homo factus est. Crucifixus etiam pro nobis: sub Pontio Pilato passus, et sepultus est. Et resurrexit tertia die, secundum Scripturas. Et ascendit in coelum: sedet ad dexteram Patris. Et iterum venturus est cum gloria judicare vivos et mortuos: cujus regni non erit finis. Et in Spiritum Sanctum. Dominum et vivificantem: qui ex Patre, Filioque procedit. Qui cum Patre, et Filio simul adoratur et conglorificatur: qui locutus est per prophetas. Et unam, sanctam, catholicam et apostolicam Ecclesiam. Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum. Et exspecto resurrectionem mortuorum. Et vitam venturi sæculi. Amen.

Creio em um só Deus. Pai, todo poderoso, criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus. Nascido do Pai, antes de todos os séculos. Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Gerado, não feito, consubstancial ao Pai, por meio de quem foram feitas todas as coisas. Que por nós, homens, e por causa de nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo Espírito Santo em Maria Virgem e se fez homem. Também por amor de nós foi crucificado, sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras. Subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. Donde virá de novo, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos e cujo reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho. Que com o Pai e com o Filho é igualmente adorado e glorificado: ele o que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo, para a remissão dos pecados. Espero a ressurreição dos mortos e a vida do século futuro. Amém.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

VERSUS: CENÁCULO X SANTA MISSA

A primeira Missa foi celebrada no Cenáculo, às vésperas da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e, desde então, a Santa Igreja repete o Santo Sacrifício a cada Missa, mediante o seguinte paralelo das celebrações:


terça-feira, 15 de setembro de 2020

TESOURO DE EXEMPLOS (22/24)


22. DAI-ME JESUS! E SEREI BOAZINHA...

Entre os meninos e meninas mais pequeninos, puros e bons, costuma Jesus Menino escolher seus pajens (cruzadinhos) para que o acompanhem aonde quer que vá. Uma dessas crianças foi Santa Gema Galgani, uma santa de nossos tempos que, durante toda a sua vida, recordava com prazer as primeiras práticas que tivera com Jesus Sacramentado, sendo ainda muito pequena.

'O rosto de minha mãe, depois de receber a comunhão' - dizia - 'ficava radiante de alegria e meu coração batia mais depressa, quando ela me chegava a seu peito, dizendo: Gema, aproxima-te de meu peito para dar um beijo em Jesus'.

Desde aquela idade, não cessava de pedir às suas professoras e aos capelães que lhe dessem o seu Jesus. Eles olhavam para ela e sorriam, pois, apesar de ter nove anos, era tão pequena que parecia ter apenas seis. Naquele tempo, o Papa não havia dado ainda o decreto da comunhão dos pequeninos e exigiam-se, para eles, as mesmas instruções e conhecimentos cabais: 'Tem paciência', diziam-lhe, 'até que tenhas a idade requerida'. 

Mas Gema pedia, pedia sem se cansar: 'Dai-me Jesus, dai-me... E vereis que serei boazinha, não pecarei mais e serei bem comportada. Dai-me Jesus, porque me parece que não poderei viver sem Ele!'. Estes belos sentimentos de um coração tão puro e amante moveram seus superiores a apressar o dia feliz e suspirado e satisfazer as ânsias dela de apertar Jesus ao peito. Gema tornou-se realmente, em sua vida pobre e humilde, uma grande santa que mereceu as honras do altar.

23. UM MÁRTIR DA CONFISSÃO E DA EUCARISTIA

Em 1927, dominavam no México os inimigos da Igreja Católica. Os ministros de Jesus cristo eram perseguidos, presos e fuzilados sem compaixão. Do número desses mártires, foi o ancião Pe. Mateus Correa. Estava em casa de um amigo, num dos bairros mais radicais, quando o foram chamar para atender um pobre índio que queria receber os últimos sacramentos. Apesar do perigo que corria, o padre quis cumprir com esse dever de caridade. 

Tomando consigo o Santíssimo, dirigiu-se com um amigo à casa do doente. Escolheram de propósito os caminhos menos frequentados mas, assim mesmo, os soldados de Calles os surpreenderam e, vendo que o padre levava consigo o Santíssimo, quiseram arrancá-lo dele à fôrça para o profanar. Mas o Pe. Correa foi mais esperto que os soldados consumindo imediatamente a sagrada partícula, dizendo a eles:


➖ Matai-me se quiserdes; mas a Jesus não profanareis.


Depois de maltratarem cruelmente o pobre padre, levaram-no à cidade de Valparaíso, onde o meteram em cárcere. Acusado de cumplicidade com os Cristeros, que combatiam nos arredores, detiveram-no ali até que o General Ortiz o levou consigo à cidade de Durango. Ali chegaram a 4 de fevereiro e, já no dia 6, o padre foi julgado pelo general em pessoa. Vários outros presos iam ser fuzilados. Dirigindo-se ao Pe. Correa, disse o general:

➖ Ouça primeiro a confissão desses bandidos, pois vão pagar logo os seus crimes.

Ouviu-lhes o padre a confissão e preparou-os para uma boa morte. Tendo terminado, o general lhe perguntou:

➖Agora me diga o que estes canalhas lhe contaram.

Erguendo-se o padre com nobre altivez, respondeu:

➖ Nunca, isso nunca!

➖ Não vai me dizer?

➖ Não, nunca!

➖ Então será fuzilado com os outros.

➖ Fuzile-me se quiser, mas o segredo da confissão não o violarei jamais.

O infame general mandou matá-lo e, assim, o grande mártir selou com o próprio sangue a sua fé e os seus sagrados ministérios.

24. A COMUNHÃO DÁ FORÇA

Estava a avozinha no terreiro, assentada à sombra de uma viçosa parreira, quando ouviu ser chamada:

➖ Vovozinha?

A avó levanta os olhos, um pouco surpreendida pois, até aquela hora, a netinha não lhe mostrara muita atenção; era atenta, mas não afetuosa.

➖ Que queres, filha?

➖ Vovó, eu queria saber porque você tem uma perna de pau. Você a perdeu em combate?

➖ Não, Lina; mas isso não é pergunta para a sua idade. Não foi uma bala de canhão, que me cortou a perna, nem mesmo um acidente.

➖ Então, o que foi?

➖ Simplesmente uma enfermidade, um tumor no joelho. Um dia o médico declarou que era preciso cortar a minha perna.

➖ Ah vovó, eu quisera antes morrer.

➖ Eu também.

➖ Por que, então, aceitou que a cortassem?

➖ Lina, não era possível; não vivia só para mim. Morrer quando se quiser, é luxo... e, algumas vezes, é covardia. Eu tinha de olhar para quatro filhinhos, que necessitavam muito de mim.

➖ Mas, para a cortar, fizeram você dormir?

➖ Não, eu não quis; tinha muito medo de não acordar e abandonar os meus filhos. E, afinal, se se tem de sofrer, é porque Deus o quer ou permite. 

➖ Cortaram a sua perna, assim, viva?

A boa velhinha, só em recordar o que se passara, estava pálida.

➖ Filhinha, antes da dolorosa operação, pedi o pão dos fortes, recebi a santa comunhão e pedi a Jesus Sacramentado paciência e coragem. O seu papai segurava a minha mão e até ele, pobrezinho, quase que desfaleceu.

➖ Vovozinha, então foi a comunhão que lhe deu forças. Oh! como Jesus é bom!

(Excertos da obra 'Tesouro de Exemplos', do Pe. Francisco Alves, 1958; com adaptações)

ver PÁGINA: TESOURO DE EXEMPLOS