'Santinhos' são pequenos cartões impressos que retratam santos, cenas ou pinturas religiosas, produzidos desde época remota e comumente em grandes quantidades, para disseminação da cultura religiosa entre os católicos. São especialmente confeccionados e distribuídos nas festas de devoção de um santo, como pagamento de promessas ou como lembrança da realização de datas festivas e/ou eventos religiosos públicos ou particulares (batismo, primeira comunhão, crisma, etc). As fotos abaixo apresentam alguns exemplos destes 'santinhos' contemplando a temática da Cruz de Cristo com pombas.
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sábado, 7 de março de 2026
sábado, 28 de fevereiro de 2026
GALERIA DE ARTE SACRA (XLIV)
São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem Dominicana, nasceu em 24 de junho de 1170, na Espanha. Certa ocasião, Nossa Senhora apareceu e lhe entregou o Rosário, instrumento que passou a utilizar exaustivamente em suas pregações para converter milhares de hereges à Fé Católica. Faleceu no dia 6 de agosto de 1221, aos 51 anos de idade, sendo canonizado pouco tempo depois, em 1234, pelo Papa Gregório IX. Em muitas pinturas tradicionais do santo, chama a atenção a figura singular de um cão com uma tocha na boca aos pés do santo.
Trata-se do chamado Domini Canis - o cão do Senhor, um dos atributos associados a São Domingos, diretamente relacionado a um episódio antes do nascimento do santo. Durante a gravidez, a sua mãe teve uma visão: sonhou com um cão que, com uma tocha na boca, saía do seu ventre e parecia querer incendiar o mundo. O significado atribuído a esta visão é que ela iria dar à luz um pregador eminente, o qual, com a sua palavra flamejante, converteria os pecadores e derramaria sobre a terra o fogo de Cristo.
A designação Domini Canis permite estabelecer um jogo de palavras. De fato, Domini (em latim 'do Senhor') e Canis ('cão' em latim) seria , então, o Cão do Senhor. No entanto, se juntarmos as palavras domini + canis, tem-se a palavra dominicanis, ou seja, dominicanos.
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
GALERIA DE ARTE SACRA (XLIII)
Na época medieval, era um procedimento bastante comum decorar as paredes internas das catedrais com tapeçarias preciosas, reproduzindo comumente eventos da vida de Jesus Cristo, Nossa Senhora ou de algum santo. A tapeçaria presente na Catedral de Reims, muito famosa pela quantidade de peças e qualidade da composição, exibe passagens diversas da vida de Nossa Senhora. As tapeçarias da vida de Nossa Senhora foram doadas à Catedral de Reims pelo Arcebispo Robert de Lenoncourt em 1530, contemplando um conjunto total de 17 painéis independentes.
I. Árvore de Jessé [árvore genealógica de Jesus Cristo]
II. Joaquim e Ana expulsos do Templo [por não ter filhos]
III. Encontro de Joaquim e Ana diante do Portão Dourado [a pedido do anjo que profetiza o nascimento da Virgem]
IV. Nascimento de Maria
V. Apresentação de Maria no Templo
VI. Perfeições de Maria [Imaculada Conceição. Modelo e Pefeição da Graça]
VII. José e os Pretendentes de Maria [escolha divina por José]
VIII. Casamento de Maria e José
IX. A Anunciação a Maria
X. A visitação de Maria a Santa Isabel
XI. A Natividade [nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo]
XII. A Adoração dos Reis Magos
XIII. A Apresentação de Jesus no Templo
XIV. A Fuga para o Egito
XV. Parentesco de Maria - As Três Marias [Maria, Maria de Jacobé, Maria de Salomé]
XVI. Dormição da Virgem
XVII. Assunção de Maria
Como exemplo ilustrativo, a figura abaixo apresenta a Tapeçaria VI - As Perfeições de Maria, um tributo à sua Imaculada Conceição, cuja devoção especial ganhou popularidade durante os séculos XV e XVI.
A tapeçaria é dominada por Deus Pai, declarando Maria como critura toda pura e sem mancha de imperfeição - Tota pulchra es amica mea et macula non est in te (Ct 4,7). No centro da imagem, vemos Maria tecendo, ladeada por dois anjos que trazem pão e vinho. Ela está sentada num jardim, cujos umbrais são encimados por bandeiras que exibem o brasão das catedrais de Reims. Os dois unicórnios, à direita e à esquerda das colunas, simbolizam a virgindade de Maria. Entre Deus Pai e o Jardim, podemos ver os sete anjos da criação e, nos cantos inferiores direito e esquerdo, encontramos figuras de profetas anônimos proclamando a grandeza de Maria.
A riqueza dos detalhes e a magnitude do trabalho, cuja origem exata é desconhecida, são retratadas na figura abaixo, que apresenta uma peça da Tapeçaria XI do conjunto - A Natividade.
sábado, 19 de julho de 2025
GALERIA DE ARTE SACRA (XLII)
O afresco Fractio Panis - Partição do Pão - constitui a representação mais antiga conhecida da celebração da Eucaristia, localizada na chamada 'Capela Grega', na Catacumba de Priscila, Via Salaria Nova, em Roma. Inteiramente recuperada e posteriormente descrita nos trabalhos do Padre Joseph Wilpert [Die Malereien der Katakomben Roms (1903)], a obra encimava o arco superior do altar da capela, datada da primeira metade do século II. Na mesma câmara, ao lado do afresco, está representado o sacrifício de Abraão e, no lado oposto, há também uma representação de Daniel na cova dos leões.
O registro histórico dos primórdios do cristianismo é contundente em demonstrar como as representações artísticas da celebração da Eucaristia variaram ao longo do tempo, dependendo do estado do conhecimento e da teologia da época. Nesta abordagem primitiva, a referência explícita está concentrada no ato eucarístico da partição do pão por um personagem imponente postado na extremidade de uma grande mesa: 'Unidos de coração, frequentavam todos os dias o templo; partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração' (At 2,46) ou 'No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para partir o pão...' (At 20,7). Da extremidade da mesa, este personagem, estendendo as mãos para a frente, formaliza a partição do pão diante dos demais convivas reunidos em torno da mesa e representados por 5 homens e uma mulher..
O significado eucarístico da imagem é corroborado por outros acessórios presentes na imagem, Com efeito, mais adiante na mesa, há dois pratos grandes, um contendo dois peixes e o outro, cinco pães. Em cada extremidade da mesa, estão presentes cestos cheios de pães - quatro cestos em uma extremidade e três na outra. Os pães e os peixes sobre a mesa apontam diretamente para a multiplicação milagrosa realizada duas vezes por Cristo. A associação deste milagre com a Santíssima Eucaristia é conhecida não apenas em outros monumentos arqueológicos, mas também na própria literatura cristã primitiva.
sexta-feira, 11 de abril de 2025
GALERIA DE ARTE SACRA (XLI)
Apeles de Cós foi um renomado pintor da Grécia antiga, considerado geralmente como o maior pintor da antiguidade. Uma de suas pinturas mais famosas foi 'A Calúnia' que, como as suas demais obras, se perderam por completo, mas cujo tema e detalhes da composição original foram descritos e conservados. Vários pintores renascentistas italianos, ciosos destas descrições, buscaram repetir os seus temas, como esta obra 'A Calúnia' de Sandro Botticelli (1445 - 1510), datada de 1494/95.
A pintura é composta por dez figuras emblemáticas: um rei detentor do poder de juiz, um jovem réu impotente ao veredito e personificações diversas das virtudes e dos vícios que envolvem o julgamento dos homens. A Calúnia - a jovem de azul e branco portando uma tocha acesa - arrasta o jovem inocente pelos cabelos e a nudez dele (que, com as mãos unidas, clama aos Céus por justiça) é uma constatação da sua inocência do crime de calúnia que lhe é imputado (exposto pelo simbolismo do corpo arrastado pelo chão e puxado pelos cabelos). Duas jovens - a Fraude ou Malícia (posicionada atrás da Calúnia) e a Perfídia (trajada em vermelho e amarelo) amparam e sustentam a figura da Calúnia, conformando um núcleo central comum do objeto da difamação. Um passo à frente, como sinal da origem da iniquidade, encontra-se a Inveja, dissimulada no homem encapuçado e acusador.
O juiz iníquo e desonesto é retratado pela aceitação passiva da ousadia da Inveja que empunha o seu braço acusador até a fronte do próprio rei, turvando-lhe a visão. A sentença justa é ainda mais abortada pela ação conjunta da Suspeição (em primeiro plano) e da Estupidez (ou Ignorância) ao fundo, que se precipitam sobre o juiz em seu momento de veredito (mão estendida para a frente, mas subjacente à do acusador). O rei teria, então, grandes orelhas de burro, símbolos de sua tolice e submissão.
Ao fundo da cena, como símbolos ausentes do enquadramento final do processo, a Verdade (nua e crua) e o Arrependimento (simbolizado por uma velha encurvada em vestes negras e desgastadas) agora estão juntos, mas igualmente vencidos. Na abordagem de reconstituição de uma pintura grega antiga, várias estátuas e frisos do período foram introduzidos para compor o cenário de fundo da obra retratada.
Uma reinterpretação do mesmo tema é apresentada na figura abaixo, que consiste na reconstituição da 'Calúnia de Apeles" pelas mãos do pintor holandês Cornelis Cort (1533 - 1578).
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
GALERIA DE ARTE SACRA (XXXIII)
A chamada Cathedra Petri (Trono de São Pedro) constitui um monumento único e singular da arte sacra, localizado na abside da Basílica de São Pedro, em Roma, conformando um cenário simbólico intimamente associado às colunatas da Praça de São Pedro. A obra imortal do arquiteto italiano Gian Lorenzo Bernini (1598 - 1680) foi especialmente encomendada pelo Papa Alexandre VII (1655 - 1667), para se consolidar como símbolo maior da realeza da Igreja e do próprio magistério pontifício, firmado sobre o trono (a cátedra) de Pedro, primeiro pontífice da Igreja.
A Cátedra de São Pedro (monumento) faz referência a um antigo costume romano de veneração aos mortos, cuja celebração incluía a utilização de uma cadeira suntuosa e vazia em memória de um ilustre falecido, que convergiu então para a figura de São Pedro. Historicamente, a festa da Cátedra de São Pedro comportou duas variantes, que incluíam procissões solenes da cátedra (trono) de Pedro e sua exposição em altares para veneração púbica dos fieis: uma em Antioquia (celebrada em 22 de fevereiro), em referência ao período antes da viagem e do martírio do Apóstolo em Roma e outra em Roma, em referência direta ao seu magistério romano (celebrada em 19 de janeiro). Ambos os eventos foram unificados para a data de 22 de fevereiro, após a reforma do calendário litúrgico do Papa João XXIII, em 1960.
O monumento em bronze e em estilo barroco de Bernini, construído entre 1657 e 1666, representa a Cátedra de Pedro em dimensões portentosas no alto da abside e atrás do altar-mor da Basílica. O conjunto da obra expressa um cenário extraordinário, com a cátedra vazia (com cerca de 7m de altura) sendo ladeada por anjos e sustentada por quatro estátuas (com cerca de 5m de altura) de grandes Padres da Igreja latina e grega: Santo Agostinho, Santo Ambrósio, Santo Atanásio e São João Crisóstomo. O espaço acima do trono é dominado por um cenário de nuvens douradas, envolvidas por anjos e raios irradiantes. No centro dessa área, uma janela liga com grande luminosidade a igreja ao mundo exterior e inclui a figura de uma pomba, símbolo do Espírito Santo a guiar o papado e a iluminar os homens. É a plena celebração da singularidade, da identidade e da unidade da Igreja sob o Papado.
No interior do monumento, totalmente confinada e com raríssimas exposições públicas, mantém-se preservada a cátedra original de Pedro em Roma (foto abaixo), embora algo modificada. A peça original em madeira de carvalho teria sido uma cadeira romana de transporte comum à época (sedes gestatoria), já bastante carcomida e deteriorada pelo tempo, pelo que foi reformada quase por completo por meio de inclusões de peças de madeira de acácia e por incrustações de marfim, após o que teria sido doada à Igreja enquanto Papa João VIII (872 - 882), pelo monarca britânico Carlos, o Calvo, em torno do ano 875 da nossa era.
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
GALERIA DE ARTE SACRA (XXXII)
A Praça de São Pedro, situada em frente à Basílica de São Pedro no Vaticano, foi construída entre 1656 e 1667 e tem dimensões impressionantes: 320 metros de comprimento e 240 metros de largura. Além destas dimensões singulares, a praça é ornamentada por um anfiteatro com duas colunatas compostas por 284 colunas e 88 pilastras, que circulam a praça em um pórtico de quatro filas, tendo no topo estátuas de 140 santos e santas da Igreja, executadas pelos discípulos de Bernini, com a seguinte distribuição arquitetônica:
Colunata Esquerda
71. São Boaventura, cardeal da Ordem dos Frades Menores e Doutor da Igreja
72. São Marcos, mártir
73. São Marcelino, mártir
74. São Vito, mártir
75. São Modesto, mártir
76. Santa Praxedes, mártir
77. Santa Pudentiana, mártir
78. São Fabiano, papa e mártir
79. São Sebastião, mártir
80. São Feliciano, mártir
81. São Fausto, mártir
82. Primo de Santo, mártir
83. São Feliciano, mártir
84. São Hipólito, mártir
85. São Basilides, mártir
86. São Paulo, mártir
87. São Juliano, mártir
88. São Nereu, mártir
89. São Aquiles, mártir
90. São Félix, bispo e mártir
91. São Constâncio de Perugia, bispo e mártir
92. Santo André Corsini, bispo da Ordem Carmelita
93. São Crescentius, mártir
94. Santa Pelagia, virgem e Mártir
95. São Pancrácio, Mártir
96. São Dionísio Areopagita, bispo e mártir
97. São Lourenço, diácono e mártir
98. Santo Estêvão, diácono e protomártir da Igreja
99. São Romano de Samósata, mártir
100. Santo Eusébio de Samósata, bispo e mártir
101. São Spyridion , mártir
102. Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir
103. Santo Alexandre de Alexandria, bispo
104. São Leão Magno, papa e doutor da Igreja
105. Santo Anastácio de Antioquia, bispo
106. São João Crisóstomo, bispo e padre da Igreja
107. São Ubaldo, bispo
108. São Gregório Nazianzeno, bispo e pai da Igreja
109. São Leão IV, papa
110. São Clemente Romano, papa e mártir
111.São Celestino V, papa
112. São Marcelo, papa e mártir
113. São Martinho, papa e mártir
114. São Silvestre, papa
115. São Marcelino, papa e mártir
116. Santa Gala, viúva
117. Santa Catarina de Sena, virgem de Ordem dos Pregadores
118. Santa Beatriz, virgem e mártir
119. Santa Teodora, virgem e mártir
120. São Jacinto da Polônia, sacerdote da Ordem dos Pregadores
121. São Francisco Xavier, sacerdote da Companhia de Jesus
122. São Caetano de Thiene, sacerdote e fundador da Ordem dos Clérigos Regulares
123. São Filipe Benizi, sacerdote da Ordem dos Servos de Maria
124. São Filipe Neri, sacerdote e fundador da Congregação do Oratório
125. São Carlos Borromeu, cardeal
126. Santo Antônio de Pádua, sacerdote da Ordem dos Frades Menores e doutor da Igreja
127. São Francisco de Paula, eremita e fundador da Ordem dos Mínimos
128. Santo Antônio, abade
129. São Paulo, primeiro eremita
130. São Pedro Nolasco, sacerdote e fundador da Ordem da Misericórdia
131. São José, pai adotivo de Jesus 132. São Romualdo, eremita e fundador da Ordem dos Camaldulenses 133. São João Esmoleiro, bispo
134. São Luís Bertrand, sacerdote da Ordem dos Pregadores
135. São Bruno, sacerdote e fundador da Ordem da Cartuxa
136. Santo Hilário, abade
137. São Jerônimo, sacerdote e pai da Igreja
138. São Teodoro, mártir
139. São Teobaldo, sacerdote e eremita
140. São Norberto, bispo e fundador da Ordem Premonstratense.
Colunata Direita
1. São Galicano, mártir
2. São Leonardo, eremita
3. Santa Petronilla, virgem
4. São Vital, mártir
5. Santa Tecla, virgem e mártir
6. Santo Alberto, Carmelita
7. Santa Isabel de Portugal, viúva
8. Santa Ágata, virgem e mártir
9. Santa Úrsula, virgem e mártir
10. Santa Clara, virgem e fundadora da Ordem das Irmãs Clarissas
11. Santa Olímpia, viúva
12. Santa Lúcia, virgem e mártir
13. Santa Balbina, virgem e mártir
14. Santa Apolônia, virgem e mártir
15. São Remígio, Bispo
16. Santo Inácio de Loyola, sacerdote fundador da Companhia de Jesus
17. São Bento, Abade
18. São Bernardo de Claraval, sacerdote da Ordem de Cister e doutor da Igreja
19. São Francisco de Assis, diácono e fundador da Ordem dos Frades Menores
20. São Domingos de Guzmán, sacerdote e fundador da Ordem dos Pregadores
21. Santa Macrina, a Velha
22. Santa Teodósia, virgem e mártir
23. São Efrém, diácono e doutor da Igreja
24. Santa Maria do Egito
25. São Marcos , evangelista
26. Santa Febronia, virgem e mártir
27. Santa Fabíola, viúva
28. São Nilamon, eremita
29. São Marciano, mártir
30. São Eusigno, mártir
31. São Marino, diácono
32. São Dídimo, mártir
33. São Apolônio o Apologista, mártir
34. São Cândido, mártir
35. Santa Fausta, confessor
36. Santa Bárbara, virgem e mártir
37. São Benigno, mártir
38. São Malco, mártir
39. São Mamante, mártir
0. São Columba, abade
41. São Pontiano, mártir
42. São Genésio, mártir
43. Santa Inês, virgem e mártir
44. Santa Catarina de Alexandria, virgem e mártir
45. São Justino, mártir
46. Santa Cecília, virgem e mártir
47.Santa Francisca Romana, viúva
48. São Jorge, mártir
49. Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem da Ordem do Carmo
50. Santa Susana, mártir
51. Santa Martina, mártir
52. São Nicolau de Bari, bispo
53. São Nicolau de Tolentino, sacerdote da Ordem de Santo Agostinho
54. São Francisco de Bórgia, sacerdote da Companhia de Jesus
55. São Francisco de Sales, bispo e cofundador da Ordem da Visitação de Santa Maria
56. Santa Teresa de Jesus, virgem e fundadora da Ordem do Carmelo Descalço
57. Santa Juliana, mártir
58. São Juliano, mártir
59. São Celso, mártir
60. São Anastácio, mártir
61. São Vicente, mártir
62. São Paulo, mártir
63. São João, mártir
64 São Damião, mártir
65. São Cosme, mártir
66. São Zózimo, mártir
67. São Rufo, mártir
68. São Potrásio, mártir
69. São Gervásio, mártir
70. São Tomás de Aquino, presbítero da Ordem dos Pregadores e Doutor da Igreja
sábado, 9 de abril de 2022
SOMBRAS DA PAIXÃO (V): CRUCIFICAÇÃO
Jesus carrega a própria cruz na via dolorosa:
são os últimos passos de Jesus na terra,
os momentos finais das sombras da Paixão.
Jesus é elevado da terra e pregado na cruz,
e postado no Calvário entre dois ladrões,
para glória de Deus e a salvação dos homens.
Deram-lhe de beber vinho misturado com fel
repartiram suas vestes e lançaram sorte ao manto:
o Calvário é o refúgio de todas as profecias.
'Eli, Eli, lamá sabactâni?'
'Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?'
Jesus está morto após três horas de agonia:
a escuridão que envolve agora toda a terra
é o derradeiro estertor das trevas da Paixão.
Trevas que haverão de ser luz... luz eterna!
quarta-feira, 6 de abril de 2022
SOMBRAS DA PAIXÃO (IV): FLAGELAÇÃO
Despojado das suas vestes e escarnecido,
Jesus é preso à coluna de flagelação,
para a sanha alucinada dos seus verdugos.
Jesus foi flagelado até os limites do sofrimento,
para remir com o seu preciosíssimo sangue
a miséria de todos os nossos pecados.
Tal humilhação ainda não basta; é preciso escárnio:
cobrem o corpo de Jesus com uma manta vulgar
e, sua cabeça, com uma coroa de espinhos.
'Salve, ó Rei dos judeus!'
Como vítima pascal, Cordeiro Puro e Imolado,
Jesus se entregou ao martírio da carne,
esmagado pelo enorme peso das sombras da Paixão.
quarta-feira, 30 de março de 2022
SOMBRAS DA PAIXÃO (II): PRISÃO
Ó alma perturbada pelo delírio da iniquidade,
autor da obra mais vil da condição humana,
forjada pelo beijo de tão monstruosa traição.
'Judas, com um beijo entregas o Filho do Homem?'
Os soldados romanos e os guardas do Templo
irrompem das sombras e avançam sobre os discípulos,
tomados de fúria insana para prender Jesus.
Sob uma torrente de imprecações e de insultos,
empurram e agarram Jesus com violência
e atam-lhe as mãos como a um mísero malfeitor.
sábado, 26 de março de 2022
SOMBRAS DA PAIXÃO (I): MORTIFICAÇÃO
Jesus está só e tomado por uma tristeza extremada
prostrado sobre a rocha dura, persevera em oração,
esmagado pelo insuportável peso dos pecados dos homens.
Ó intimidade infinita de Deus com Deus,
ó oração bendita que crucificou todos os séculos
nos mistérios insondáveis do Calvário.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
GALERIA DE ARTE SACRA (XXXI)
A Virgem com um Peixe (Rafael Sanzio)
'A Virgem com um Peixe' é uma das mais famosas pinturas de Rafael Sanzio (nascido em Urbino em 1483 e falecido em Roma, em 1520), da sua série com pinturas da Virgem Maria e o Menino Jesus. Sentada em um trono, a Virgem segura o Menino Jesus no colo. À esquerda, encontra-se o Arcanjo Rafael que apresenta à Virgem o jovem Tobias, ao qual guiara previamente até o Rio Tigre e que segura o peixe com cujo fel haverá de curar a cegueira do seu pai (Tb 11, 13). À direita, São Jerônimo, vestido de cardeal, tem a Vulgata (Bíblia que traduziu para o latim) aberta nas mãos, aparentemente na passagem do Livro de Tobias.
O Livro de Tobias é um dos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, possuindo 14 capítulos e 297 versículos, e foi considerado canônico pelo Concílio de Cartago em 397 e reconfirmado por todos os demais concílios. Entre os principais ensinamentos do livro, destacam-se a descoberta da providência divina na vida cotidiana, a fidelidade à vontade de Deus, a prática da esmola, o amor aos pais, a oração e o jejum, a integridade do matrimônio e o respeito pelos mortos. A ênfase é dada ao fato de que o homem justo não vive sozinho: mas está sempre acompanhado pela graça de Deus.
A Verdade das primícias da fé é sempre a mesma, unindo o Antigo (Tobias) e o Novo Testamento (São Jerônimo e a tradução da Bíblia), perpassando por Cristo (que nos redimiu pelo batismo - símbolo do peixe - e nos legou o primado de 'pescadores de homens') e a sua Mãe, medianeira de todas as graças. O Anjo do Senhor revelou-se a Tobias e este foi agraciado com as bênçãos dos Céus depois de muito sofrimento; Jesus se revela por Maria como caminho, verdade e vida para todos os homens, com as mesmas promessas: chega-se ao Céu por meio da superação das vicissitudes, sofrimentos e realidades tremendas dessa vida.
A pintura (215cm x 158cm) data de 1513-1514 e foi encomendada por Geronimo del Doce para a capela de Santa Rosa de Lima no Mosteiro de San Domenico em Nápoles e, mais de cem anos depois, transferida pelo vice-rei espanhol de Nápoles para a Espanha, encontrando-se atualmente no Museu Nacional do Prado, em Madri. São conhecidos dois desenhos prévios da obra, disponíveis atualmente em Florença na Itália e em Edimburgh, na Escócia.
(Esboço da obra - giz vermelho sobre papel branco - Florença / Itália)
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
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