quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

GLÓRIAS DE MARIA: NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

12 de dezembro - Solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe  
Padroeira da América Latina
                      

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(Arcos de Pilares)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

PAPAS MÁRTIRES DA ÉPOCA DE ROMA PRÉ-CRISTÃ

Os primeiros cristãos foram submetidos a hordas de perseguições romanas e a torturas indescritíveis nos primeiros quatro séculos da Era Cristã. Entre as vítimas potenciais dos imperadores romanos, estavam invariavelmente os papas que formaram, assim, um grupo à parte na enorme legião de mártires que forjaram a Igreja Católica Nascente.

Século I

1. Papa São Pedro – bispo de Roma no período de 33 a 67, mártir por crucificação ordenada pelo imperador Nero.

2. Papa São Lino – de 67 a 76, mártir.

3. Papa São Cleto – de 76 a 89, mártir.  

Século II

4. Papa São Clemente – de 88 a 99, mártir

5. Papa Santo Evaristo – de 99 a 107, mártir

6. Papa Santo Alexandre I – de 107 a 115, mártir.

7. Papa São Sixto I – de 115 a 125, mártir.  

8. Papa São Telésforo – de 125 a 138, mártir

9. Papa Santo Higino – de 138 a 142, mártir.

10. Papa São Pio I – de 142 a 155, mártir pela espada

11. Papa Santo Aniceto – de 155 a 166,  mártir . 

12. Papa São Sotero – de 166 a 174, mártir . 

13. Papa Santo Eleutério – de 174 a 189, mártir . 

14. Papa São Vitor I – de 189 a 199, mártir.  

Século III

15. Papa São Zeferino – de 199 a 217, mártir

16. Papa São Calisto I – de 217 a 222, mártir.

17. Papa Santo Urbano I – de 222 a 230, mártir

18. Papa São Ponciano – de 230 a 235, exilado sob trabalhos forçados nas minas da Sardenha até a morte.

19. Papa Santo Antero – de 235 a 236, mártir.  

20. Papa São Fabiano –  de 236 a 250, mártir.  

21. Papa São Cornélio – de 251 a 253, mártir.  

22. Papa São Lúcio – de 253 a 254, mártir.  

23. Papa Santo Estêvão I – de 254 a 257, mártir por decapitação.

24. Papa São Sixto II – de 257 a 258, mártir por decapitação.

25. Papa São Dionísio – de 259 a 268 (provável primeiro papa a não sofrer o martírio)

26. Papa São Félix – de 269 a 274 (perseguido pelo imperador Aureliano, martírio provável)

27. Papa São Eutiquiano – de 275 a 283 (não sofreu o martírio)

28. Papa São Caio – de 283 a 296, mártir

Século IV

29. Papa São Marcelino – de 296 a 304  (não sofreu o martírio)

30. Papa São Marcelo I – de 308 a 309,  mártir

31. Papa Santo Eusébio – de 309 a 310, mártir.  

32. Papa São Melquíades – de 311 a 314 (primeiro papa sob o reinado de Constantino I, o primeiro imperador romano cristão).

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

10 COISAS QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE O ADVENTO

1. A palavra Advento significa vinda ou chegada (do latim 'ad-venio' - 'chegar') e constitui um tempo litúrgico que só existe nas Igrejas do Ocidente, desde o século VI, quando era celebrado como um tempo de seis semanas, que foram então reduzidas para quatro semanas por São Gregório Magno (590-604).

2. O Advento é um tempo de celebração de dois adventos do Senhor: tempo de esperança, conversão, penitência e júbilo pela celebração do aniversário da primeira vinda de Jesus Cristo ao mundo como a encarnação de Deus e de preparação e feliz expectativa pela sua vinda final como juiz, na nossa morte e no fim do mundo.

3. O Advento é o tempo litúrgico que começa no domingo mais próximo à festa de Santo André Apóstolo (30 de novembro) e compreende, portanto, quatro domingos.

4. O primeiro domingo do Advento pode ser adiantado até 27 de novembro (período máximo do Advento com vinte e oito dias) ou ser atrasado até o dia 3 de dezembro (período mínimo do Advento com vinte e dois dias).

5. O tempo do Advento pode ser subdividido em três períodos distintos por ordem de relevância: (i) os quatro domingos do Advento (domingos tão especiais que nenhuma solenidade tem precedência sobre eles; assim, por exemplo, se o dia 08 de dezembro for um domingo (como ocorreu em 2019), a solenidade da Imaculada Conceição deve ser automaticamente transferida para o dia seguinte mas, por especial concessão do rito litúrgico deste ano, foi mantida no domingo passado); (ii) a semana entre 17 a 24 de dezembro, por corresponder ao período mais imediato de preparação do Natal; (iii) os demais dias do tempo do Advento.

6. O primeiro domingo do Advento nos exorta a praticar a vigilância; o segundo, a conversão; no terceiro celebramos a alegria da vinda do Senhor (o chamado 'Domingo Gaudete') e no quarto domingo, a Anunciação e o Fiat de Nossa Senhora.

7. Com o Advento, tem início um novo Ano Litúrgico nas Igrejas do Ocidente, que são divididos em Anos A, B e C, sendo narrados nestes anos os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, respectivamente (2019-2020 é o Ano A, com os Evangelhos de São Mateus).

8. Nas missas do Advento, omite-se o 'Glória', cântico associado diretamente ao nascimento de Jesus e que somente volta a ser entoado na Noite de Natal; canta-se, porém, o 'Aleluia', como referência a um tempo que é também de piedosa e alegre expectativa e não exatamente de penitência quaresmal. 

9. No tempo do Advento, os paramentos são roxos para assinalarem o caráter penitencial deste período, com uma breve mudança no terceiro domingo, no qual é utilizada a cor rosa, símbolo da nossa expectativa alegre e confiante como pausa nos tempos penitenciais do Advento. 

10. Por ser um tempo de penitência e conversão, a confissão é altamente recomendável neste período e as palavras de ordem são sobriedade e moderação. Não são realmente indicados elementos como luzes coloridas, enfeites natalinos ou decoração festiva, porque estes não são os verdadeiros símbolos do Advento cristão.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

SUMA TEOLÓGICA EM FORMA DE CATECISMO (XLIII)

XXI

DA DESCIDA AOS INFERNOS

Por que quis Jesus Cristo descer aos infernos?
Para evitar a nossa descida e para vencer ao demônio, libertando aos que ali tinha detidos; e para demonstrar como o seu poder alcança até os infernos, já que pode visitá-los e iluminá-los com o resplendor da sua luz (LII, 1)*.

A que infernos desceu?
À parte dos infernos em que, por consequência do pecado original, estavam detidos os justos que já não tinham pecados pessoais que purgar. Somente ali penetrou para consolar e alegrar aos antigos patriarcas; porém, daquele lugar fez notar os efeitos da sua presença em todos os âmbitos: no inferno dos condenados, para confundir a sua incredulidade e pertinácia; no purgatório, para infundir alentos às almas atribuladas que ali padeciam com a esperança de ser admitidas na glória logo que terminasse o tempo da sua expiação (LII, 2).

Esteve ali muito tempo?
Tanto quanto o seu corpo no sepulcro (LII, 4).

Levou consigo, ao sair, as almas dos justos?
Sim, Senhor; no primeiro instante em que a sua alma penetrou naquela morada comunicou aos justos a graça da visão beatífica e, ao abandonar aqueles lugares para unir-se ao corpo na ressurreição, quis que o acompanhassem todos para nunca mais se separarem dele (LII, 5).

XXII

DA GLORIFICAÇÃO DE JESUS CRISTO: A RESSURREIÇÃO

Foi necessário que Jesus Cristo ressuscitasse glorioso?
Sim, Senhor; porque Deus estava obrigado a manifestar a sua Justiça, exaltando àquele que se havia humilhado até à morte, e morte de cruz; porque era conveniente esta suprema prova da divindade de Cristo, para robustecer a nossa fé, arraigar a esperança, orientar e conformar a nossa vida transformada em ressurreição espiritual com a de Jesus ressuscitado e, finalmente, para que o Redentor desse manifestações, em sua própria pessoa, dos maravilhosos dotes da vida gloriosa que nos destina e que começou com a sua ressurreição (LIII, 1).

Quais foram os dotes do corpo de Cristo ressuscitado?
O corpo de Cristo ressuscitado foi o mesmo que ficou pendente da cruz e que os discípulos desencravaram e depositaram no sepulcro; porém, desde o momento da ressurreição, possuiu os dotes gloriosos da impassibilidade, da subtileza, da agilidade e da claridade que, como transbordamento da glória da alma em liberdade, com toda a abundância e plenitude se lhe comunicavam, fazendo participante o corpo da sua perfeição (LIX, 1-3).

Conserva o corpo de Cristo, depois da ressurreição, as cicatrizes dos pés, das mãos, e do lado?
Sim, Senhor, e é conveniente que as conserve afim de que contribuam para a sua glória, como troféus de vitória sobre a morte e porque serviram para convencer aos discípulos da verdade da ressurreição e porque são no céu como uma súplica viva, dirigida à clemência e misericórdia do Pai, e porque servirão para confundir os inimigos da Cruz no dia do juízo final (LIV, 4).

XXIII

DA ASCENSÃO DE JESUS CRISTO: AUTORIDADE E PODER JUDICIAL

Onde se encontra agora o corpo glorioso de Jesus Cristo?
No céu, para onde o Redentor, quarenta dias depois da ressurreição, subiu por virtude própria, à vista de seus discípulos, que do alto do monte das Oliveiras o contemplavam (LVII, 1).

Que significa a expressão 'Jesus Cristo subiu ao céu e está assentado à direita de Deus Pai'?
Significa que, sem sobressaltos, aflições, nem temores para o futuro, goza e desfrutará eternamente o repouso da bem-aventurança celestial e que, igual ao Pai, no uso de um privilégio exclusivo, é Rei do universo e julga a todos os seres da criação (LVII, LVIII).

Por que se atribui especialmente a Cristo o poder judicial?
Primeiramente, porque Jesus Cristo, enquanto Deus, é a Sabedoria do Pai, e o ato de julgar é um ato da Sabedoria e da verdade; em segundo lugar, porque Jesus Cristo, enquanto homem, é pessoa divina, e na sua natureza humana radica a dignidade de chefe da Igreja e, portanto, de todos os homens, já que todos hão de comparecer diante do tribunal de Deus; além disso, porque possui em toda a sua plenitude a graça santificante, que dá capacidade ao homem espiritual para emitir juízo reto e acertado; finalmente, porque merece ser denominado juiz dos céus e da terra aquele que, neste mundo, sofreu os rigores de um processo e que condena os injustos para defender os foros da Justiça divina (LIX, 1-4).

Começou Jesus Cristo a exercer o poder judicial, que constitui a prerrogativa mais excelsa da sua realeza, desde o momento em que subiu aos céus e tomou assento à direita de Deus Pai?
Sim, Senhor, e tudo quanto desde então ocorre no mundo, o movimento do universo, o desenvolvimento e evolução do gênero humano, o ciclo dos seres inanimados, as ações dos anjos bons e maus com sua influência nos acontecimentos. Ele o dirige e governa; e não só tem direito à realeza e mando enquanto Deus, de Quem a Providência é um dos atributos, mas também enquanto homem, por ser Filho de Deus e pessoa divina, e também porque, com a sua morte e paixão, conquistou tão elevado cargo e dignidade (LIX, 5).

Esta ação judicial tão intensa e minuciosa que Jesus Cristo vem exercendo desde o dia da sua Ascensão não faz inútil o juízo universal que há de realizar-se no fim dos tempos?
Não, Senhor; porque até então não haverá ocasião propícia para manifestar a plenitude e alcance do poder e da Soberania de Cristo; só quando se fechar o livro da história, se poderá apreciar em conjunto, não só o valor dos atos, mas também o de suas consequências e, portanto, premiar ou castigar a cada criatura conforme o total de seus merecimentos.

Governa Cristo aos anjos com os mesmos títulos com que rege aos homens?
Não, Senhor, porque, se bem que o Filho de Deus recompensa aos anjos bons com a glória eterna e castiga aos maus com o suplício da eterna condenação, nem os premia nem os castiga, enquanto homem, mas somente como Deus; os homens, ao contrário, recebem de Cristo, enquanto homem, o poderem entrar na posse da bem-aventurança; e dos seus lábios ouvirão os réprobos, no dia do juízo final, a sentença definitiva que os condena aos suplícios eternos. Apesar disto, os mesmos anjos, assim como os demônios, estão sujeitos ao poder soberano do Filho de Deus feito homem, desde o momento da sua Encarnação e, de um modo especial, desde o dia da sua Ascensão e entrada triunfal no céu. Todas as ações e intentos para salvar ou perder os homens ficam submetidos ao foro judicial de Jesus Cristo e os primeiros receberão dele, enquanto homem, o suplemento da recompensa devido aos seus bons ofícios, assim como os maus o aumento de pena de que os faz merecedores a sua perversidade (LIX, 6).

XXIV

DOS SACRAMENTOS INSTITUÍDOS POR CRISTO PARA COMUNICAR AOS HOMENS O FRUTO DA REDENÇÃO: NATUREZA, NÚMERO E CONVENIÊNCIA, NECESSIDADE E EFICÁCIA DOS SACRAMENTOS

Que meios estabeleceu Jesus Cristo para comunicar aos homens o fruto dos mistérios realizados em sua divina pessoa?
Os Sacramentos (LX, Prólogo).

Que entendeis por sacramento?
Uma coisa ou um ato sensível, acompanhado de certas palavras que precisam e particularizam o seu sentido, e aplicação, que significam e produzem na alma determinadas graças destinadas a conformar a nossa vida com a de Cristo (LX – LXIII).

Quantos são os sacramentos?
São sete: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema Unção, Ordem e Matrimônio (LXI, 1).

Poderíamos achar alguma razão de conveniência que nos explicasse por que são sete?
Sim, Senhor, achamo-la na analogia existente entre o desenrolar da vida corporal e da vida da graça. Podemos considerar o homem como indivíduo e como ser social. Como indivíduo, tem necessidades e requer perfeições de duas classes, umas diretas e ordinárias e outras extraordinárias e indiretas; são perfeições do primeiro grupo, antes de tudo, a necessidade de existir, a de crescer e desenvolver-se e a de alimentar-se e nutrir-se. Acidentalmente pode contrair enfermidades, e neste caso, necessita de remédio para recuperar a saúde e regime higiênico para restabelecer-se. Pois, na ordem espiritual há um sacramento, o do Batismo, que nos comunica a vida da graça; outro, o da Confirmação que fortalece e desenvolve, e o da Eucaristia, pão do céu e alimento sobrenatural. Para o caso de enfermidade contraída depois do batismo, dispomos da medicina espiritual do sacramento da Penitência, e da Extrema-unção para apagar os vestígios da enfermidade passada. Para socorrer as necessidades do homem como ser social, existem outros sacramentos, o da Ordem, destinado a que jamais faltem ministros na Igreja e o do Matrimônio, cujo fim é a propagação do gênero humano (LXV, 1).

Qual dos sete Sacramentos tem a primazia e é como o centro para onde convergem todos os outros?
O da Eucaristia. Nele, como mais tarde veremos, está Cristo substancialmente, enquanto que os outros só têm o seu poder e virtude. Todos os outros se ordenam para este, ou para realizá-lo, como o Sacramento da Ordem, ou para tornar-nos capazes de sua recepção ou dispor-nos para recebê-lo dignamente, como o batismo, a confirmação, a penitência e a extrema-unção, ou pelo menos, para simbolizá-lo, como o Matrimônio. Além disso, quase todas as cerimônias relativas à administração dos outros sacramentos, até as do batismo quando o neófito é adulto, terminam com a recepção da Eucaristia (LXV, 3).

É facultativa e de simples conselho a recepção de todos os sacramentos ou é absolutamente, necessária para alcançar a graça correspondente a cada um?
É absolutamente necessária no sentido de que, se se deixam de receber por malícia ou negligência, nunca se receberá a graça correspondente e, além disso, há três que reproduzem um efeito particular, impossível de alcançar se não se recebeu de fato (LXV, 4).

Quais são e qual é o seu efeito?
O batismo, a confirmação e a ordem; e o efeito a que nos referimos é o caráter que imprimem (LXIII, 6).

Que entendeis por caráter?
Uma qualidade, espécie de potência espiritual da parte superior da alma, que nos faz participantes do Sacerdócio de Cristo, ou para exercermos faculdades hierárquicas anexas a este sacerdócio ou para sermos admitidos à participação dos benefícios que se derivam dos atos da hierarquia sacerdotal (LXIII, 1-4).

É indelével o caráter impresso na alma?
Sim, Senhor e durará eternamente naqueles que, uma vez o tenham recebido, para sua maior glória no céu se foram dignos dele ou para maior confusão no inferno para aqueles que não souberam cumprir as obrigações que ele impõe (LXIII,5).

Qual é o que imprime na alma a imagem de Cristo e faz a homem apto para participar dos bens do seu sacerdócio?
O caráter do sacramento do batismo (LXIII, 6).

referências aos artigos da obra original

('A Suma Teológica de São Tomás de Aquino em Forma de Catecismo', de R.P. Tomás Pègues, tradução de um sacerdote secular)

domingo, 8 de dezembro de 2019

PÁGINAS COMENTADAS DOS EVANGELHOS DOS DOMINGOS


'Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim' (Lc 1, 30-33)

PÁGINAS DO EVANGELHO (2019 - 2020)

sábado, 7 de dezembro de 2019

NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Como obra prima do Pai, moldada em oração,
ornada por Deus de privilégio substancial,
Maria foi criatura plena de imaculada conceição,
nascida isenta do pecado original.

Entre as luzes de tantas glórias de Maria,
sua imaculada conceição muito ilumina: 
como refúgio seguro ao pecado e à heresia,
como graça e louvor da inspiração divina!

Senhora minha, 
Nossa Senhora da Imaculada Conceição; 
Salve Rainha, 
velai por nós com maternal proteção!




PRIMEIRO SÁBADO DO MÊS


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

COROA DO ADVENTO


É uma coroa feita de ramos verdes e de flores, normalmente montada sobre um suporte arredondado, em aro de arame ou madeira, sobre a qual são inseridas quatro velas (uma tradição nomeia estas quatro velas como sendo a vela da Profecia, a vela de Belém, a vela dos Pastores e a vela dos Anjos), que significam as quatro semanas de preparação para o Natal, ou seja, o Advento.  As velas são acesas à medida que avançam os quatro domingos de Advento. Assim, no início da primeira semana de Advento, acende-se a primeira vela. No segundo domingo, a segunda e assim sucessivamente até que, nas vésperas do Natal e no quarto domingo, todas as velas estão acesas  [pode-se colocar uma quinta vela, branca e montada no centro do arranjo, na Noite de Natal: para expressar que a chegada do Natal é ainda mais importante que o próprio Advento; outra alternativa é depositar uma imagem do Menino Jesus dentro da própria coroa de Advento].

É o símbolo cristão por excelência que nos lembra, em meio a tantas manifestações fantasiosas e comerciais, que o Natal  é Luz - a Luz do Cristo que vem para tornar novas todas as coisas e dissipar as trevas de um mundo de pecado. A coroa simboliza a dignidade e a realeza de Cristo. A sua forma circular indica a perfeição, plenitude a que devemos aspirar em nossas vidas de cristãos. O círculo não tem princípio, nem fim, sendo sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim e também símbolo da aliança do nosso amor a Deus e ao nosso próximo que também não pode ter fim. Os ramos verdes significam o poder de Cristo sobre a vida e a natureza, dons de Deus. Deus nos oferece a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Verde é a cor da vida e da esperança, simbolismo da aproximação gradual que o Advento nos convida à preparação da vinda de Cristo Jesus, Luz e Vida para todos. 

A coroa de Advento pode ser acesa durante as celebrações litúrgicas, durante o canto de entrada, logo no início da celebração após breve introdução, antes do ato penitencial, antes das leituras ou mesmo após a homilia. Em família ou num grupo de catequese, a prática da Coroa do Advento deve ser acompanhada por um simples e piedoso momento de oração. Pode começar por uma estrofe de um canto de Advento, seguida de uma leitura de uma passagem bíblica própria do tempo do Advento, antes ou mesmo depois de se acender a vela. A oração pode ser concluída por alguma meditação complementar, pela oração de um Pai Nosso, Ave-Maria e Glória ou por uma outra estrofe do canto de Advento.

PORQUE HOJE É A PRIMEIRA SEXTA-FEIRA DO MÊS


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

LADAINHA DA SAGRADA FACE DE CRISTO


Sinal da Cruz, Credo, Pai Nosso, Ave Maria, Glória

Sagrada Face, que foi adorada com santo fervor por Maria e José no nascimento de Jesus, ... tende piedade de nós.
Sagrada Face, que fez arrebatar de alegria os anjos, os pastores e os reis magos presentes naquele estábulo de Belém, ...
Sagrada Face, que fez estremecer de júbilo os corações do velho Simeão e da profetisa Ana no Templo de Jerusalém, ...
Sagrada Face, que iluminou a terra durante a infância do Senhor, ...
Sagrada Face, que encheu de admiração os doutores da lei na sinagoga, ...
Sagrada Face, que cresceu em maturidade, graça e sabedoria diante dos homens, ...
Sagrada Face, que recebeu a água do batismo do rio Jordão, ...
Sagrada Face, que foi temperada pelo rigor de um retiro de 40 dias e 40 noites no deserto, ...
Sagrada Face, que fez Simão ser Pedro e depois pedra angular da sua Igreja, ...
Sagrada Face, que escolheu Doze Apóstolos e os mandou converter o mundo, ... 
Sagrada Face, que transformou a água em vinho nas bodas de Caná, ...
Sagrada Face, que pregou o Evangelho por toda a Judeia e a Galileia, ... 
Sagrada Face, que confirmou a doutrina cristã com palavras, exemplos e milagres, ...  

Sagrada Face, pelas bem aventuranças, ...
Sagrada Face, pela ressurreição de Lázaro, ...
Sagrada Face, pelas pedras que não foram atiradas contra a pecadora, ...
Sagrada Face, pela sublime oração do Pai Nosso, ...
Sagrada Face, pela cura dos dez leprosos, ...
Sagrada Face, pela parábola do filho pródigo, ...
Sagrada Face, pela ovelha perdida e achada pelo Bom Pastor, ...
Sagrada Face, pelo encontro com o bom samaritano, ...
Sagrada Face, pelas vinhas semeadas pelo Senhor, ...
Sagrada Face, pelo mar revolto feito calmaria, ...
Sagrada Face, pela pesca milagrosa no mar da Galileia, ...
Sagrada Face, pela multidão saciada com cinco pães e dois peixes, ... 

Sagrada Face, espelho das divinas perfeições, ...
Sagrada Face, deleite dos anjos e dos santos, ...
Sagrada Face, fonte sublime da pureza, ...
Sagrada Face, expressão da glória celeste, ...
Sagrada Face, luz mais suave e brilhante que o sol, ...
Sagrada Face, fonte de toda doçura, ...
Sagrada Face, desagravo de todas as blasfêmias, ...
Sagrada Face, graça mais preciosa que o ouro, ...
Sagrada Face, tesouro de bênçãos e de graças, ...
Sagrada Face, fogo de misericórdia infinita, ...

Sagrada Face, que nos pede a perseverança da fé, ...
Sagrada Face, que nos pede oração e vigilância, ...
Sagrada Face, que nos pede perdoar setenta vezes sete o nosso próximo, ...
Sagrada Face, que nos pede a santificação de cada dia, ...
Sagrada Face, que nos pede compartilhar todos os bens e nossos dons, ...
Sagrada Face, que nos pede resistir a todas as tentações e ao pecado, ....
Sagrada Face, que nos pede fugir de todos os vícios, ....
Sagrada Face, que nos pede ter um coração manso e humilde, ...
Sagrada Face, que nos pede converter a fé em obras, ...
Sagrada Face, que nos pede amar a Deus sobre todas as coisas, ....
Sagrada Face, que nos pede praticar a caridade sem medidas, ...
Sagrada Face, que nos pede viver em tudo e com todos a Santa Vontade de Deus, ...

Sagrada Face, marcada e torturada pela memória dos pecados dos homens no Jardim das Oliveiras, ...
Sagrada Face, beijada pela mais diabólica das ciladas, ...
Sagrada Face, cuspida e marcada por bofetadas dos soldados e dos Doutores da Lei, ...
Sagrada Face, prostrada em terra sob o peso de um madeiro, ...
Sagrada Face, serena diante da sentença de Pilatos, ...
Sagrada Face, coberta de suor e de lágrimas de sangue, ...
Sagrada Face, exposta ao vento e às trevas da agonia no Monte Calvário, ...
Sagrada Face, ultrajada pela oferenda de fel e vinagre, ...
Sagrada Face, desfigurada pelos tormentos e pela dor de uma morte de cruz, ...
Sagrada Face, humilhada pela condenação entre dois ladrões, ...
Sagrada Face, esmagada pelos sofrimentos da Vossa Mãe e das santas mulheres aos pés da Cruz, ...
Sagrada Face, erguida aos Céus em súplica de perdão pelos carrascos, ...
Sagrada Face, refém da morte e da loucura dos homens, ...
Sagrada Face, envolta em um manto de mortalha, ...

Sagrada Face, resplandecente da glória da ressurreição, ...
Sagrada Face, triunfante sobre o aguilhão da morte e do pecado, ...
Sagrada Face, transfigurada no Tabor das perenes alegrias, ...
Sagrada Face, promessa de nossas heranças eternas na Ascensão, ...
Sagrada Face, escondida nos divinos mistérios da Eucaristia, ...
Sagrada Face, gravada em fogo no Santo Sudário,
Sagrada Face, triunfo admirável de Vossa Segunda Vida gloriosa, ...
Sagrada Face, visão beatífica das eternas moradas, ...
Sagrada Face, tesouro da misericórdia divina, ... tende piedade de nós.

Sagrada Face do Filho de Deus Vivo, não desvieis de mim o Vosso olhar em nenhum dos meus dias, em momento algum da minha vida, para que, vivendo sob o olhar da Vossa Sagrada Face, eu viva apenas à espera de possuir eternamente o Senhor da vida. Amém.

(Arcos de Pilares)

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

03 DE DEZEMBRO - SÃO FRANCISCO XAVIER


Francisco nasceu no castelo de Xavier, em Navarra, na Espanha, a 7 de abril de 1506. Aos dezoito anos foi para Paris estudar, tornando-se doutor e professor. Ao conhecer Santo Inácio de Loyola, sua conversão profunda o levou a ser cofundador da Companhia de Jesus. Tornando-se sacerdote e empenhado no caminho da santidade, São Francisco Xavier (na verdade, de Xavier) foi designado por Santo Inácio a seguir em missão apostólica ao Oriente, para atender o pedido feito pelo Rei João III de Portugal.

Francisco Xavier tinha 35 anos quando cruzou o oceano para evangelizar os domínios portugueses de ultramar. Nesta missão, chegou à cidade de Goa, capital das possessões portuguesas no Oriente, em 6 de maio de 1542. E ali realizou proezas de evangelização, levando as primícias da fé cristã até ao extremo sul da Índia. Neste zelo apostólico, cruzou terras e oceanos em condições de risco extremo, perfazendo, em pouco mais de uma década, uma das mais extraordinárias ações missionárias da história da Igreja. Pregou a palavra de Cristo em inúmeras incursões a áreas remotas e a diferentes povos das possessões portuguesas, da Índia, das ilhas de Málaca, das Molucas e de várias ilhas vizinhas, chegando até o Japão e, mais tarde, até às costas da China, onde veio a falecer, de febre e exaustão, em 3 de dezembro de 1552, aos 46 anos.

O grande Apóstolo do Oriente realizou naquelas regiões milagres portentosos, que incluem vários episódios de ressurreições e feitos espantosos. Seu corpo incorrupto foi exposto em Goa um ano depois de sua morte e seus olhos negros se mantinham como se estivessem vivos, com um olhar penetrante. Mesmo agora, séculos depois, seu corpo incorrupto ainda pode ser visto em Goa. Foi canonizado pelo papa Gregório XV em 12 de março de 1622, junto com Santo Inácio, Santa Teresa de Jesus, São Felipe Neri e Santo Isidoro de Madri. São Francisco Xavier é proclamado pela Igreja como Patrono Universal das Missões, ao lado de Santa Teresinha do Menino Jesus.

(túmulo do santo na Basílica do Bom Jesus em Goa) 

São Francisco Xavier, rogai por nós

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

ANO LITÚRGICO 2019 - 2020

O Ano Litúrgico 2019-2020, de acordo com o rito católico romano, vai desde o primeiro domingo do Advento (01/12/2019) até a última semana do Tempo Comum, durante o qual a Igreja celebra todo o mistério de Cristo, desde o nascimento até a sua segunda vinda. Ano Litúrgico 2019-2020 é o Ano A, no qual os exemplos e ensinamentos de Jesus Cristo são proclamados a cada domingo pelas leituras principais retiradas do Evangelho de São Mateus, com exceção de ocasiões especiais (as chamadas Festas e Solenidades do rito litúrgico) quando são utilizadas leituras específicas do Evangelho de São João. 

O ano litúrgico compreende dois tempos distintos: os chamados tempos fortes que incluem Advento, Natal, Quaresma e Páscoa, durante os quais certos mistérios particulares da obra redentora e salvífica de Cristo são celebrados e o chamado Tempo Comum, no qual celebramos o Mistério de Cristo em sua totalidade, ou seja, encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão do Senhor. 

O Tempo Comum é subdividido em duas partes. A primeira parte começa no dia seguinte à festa do Batismo de Jesus e vai até a terça-feira antes da Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma. A segunda parte do Tempo Comum recomeça na segunda-feira depois de Pentecostes e se estende até o sábado que antecede o primeiro domingo do Advento, quando tem início um novo Ano Litúrgico, compreendendo sempre um período de 33 ou 34 semanas.

domingo, 1 de dezembro de 2019

PÁGINAS COMENTADAS DOS EVANGELHOS DOS DOMINGOS


'Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. A noite já vai adiantada, o dia vem chegando; despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz ... revesti-vos do Senhor Jesus Cristo' (Rm 13, 11-12.14)

PÁGINAS DO EVANGELHO (2019 - 2020)